
Levantou-se uma questão. Não uma frivolidade, mas uma bela questão; daquelas que toca fundo à alma, que exigem pausa, silencio, reflexão, zelo, reverência… mas PÁÁ, ela deu uma resposta.
Não qualquer resposta, mas a resposta pronta, aguda, certeira, direto na raiz da questão. Com referência e sem qualquer reverência. Matou a questão antes de qualquer flor ou qualquer fruto, qualquer prazer ou desprazer, qualquer alegria ou qualquer dor, qualquer novidade ou criatividade. Não ali, não agora…
Aquela que sabe impedindo qualquer sabedoria que não concorde consigo; aquela que pode impedindo qualquer ameaça de poder diferente; aquela que manda sufocando qualquer possibilidade de desmande. Quem já se amoldou não tolera uma forma que não reproduza o molde.
E o frágil broto que insiste em nascer na terra seca vai sendo esmagado. Mas se na briga de elefantes quem se ferra é a grama, os pesados fardos impostos passarão, e a leve brisa trará o perfume de um novo tempo, uma nova vida. Porque só o que é vivo pode morrer e reviver, mas o que é morto está condenado eternamente a não ser.
Texto por Hernani Medola.
