O Fim da Esperança | Ampulheta 32

Meu nome é Giancarlo Marx e hoje eu vou falar sobre o tema O Fim da Esperança.

O general e estadista francês Charles Gaulle dizia que o fim da esperança é o começo da morte. E eu penso que esta frase, dita pelo herói francês da Segunda Guerra Mundial serve como uma luva ao relato de outro herói, presente no início da segunda carta aos coríntios:

Irmãos, queremos que saibam das aflições pelas quais passamos na província da Ásia. Fomos esmagados e oprimidos além da nossa capacidade de suportar, e pensamos que não sobreviveríamos. De fato, esperávamos morrer. Mas, como resultado, deixamos de confiar em nós mesmos e aprendemos a confiar somente em Deus, que ressuscita os mortos. Ele nos livrou do perigo mortal, e nos livrará outra vez. Nele depositamos nossa esperança, e ele continuará a nos livrar.

 – 2 Coríntios 1:8-10

O relato assinado por Paulo e Timóteo deixa bastante claro no efeito causado pela desesperança: a certeza da morte. No verso 8 os dois afirmam categoricamente que a prova estava muito acima do que poderiam suportar, e que no final das contas isso tudo os ensinou a confiarem em Deus.

Muito humana e verdadeira essa experiência. Eu mesmo já vivi a ausência de esperança que nos coloca face a face com a morte. E imagino que você também pode ter passado por isso. Quem sabe até esteja vivendo este momento hoje.

É muito comum nesses momentos as pessoas (com as melhores intenções) nos lembrarem de outro texto de Paulo aos corintios, este na primeira carta, que diz assim:

As tentações em sua vida não são diferentes daquelas que outros enfrentaram. Deus é fiel, e ele não permitirá tentações maiores do que vocês podem suportar. Quando forem tentados, ele mostrará uma saída para que consigam resistir.

– 1 Coríntios 10:13

Calma aí. É impressão minha ou o mesmo apóstolo que afirmava que Deus não nos permitiria sermos provados além daquilo que podemos suportar enviou uma outra carta aos mesmos destinatários dizendo que foi provado acima de sua capacidade de suportar?

Numa leitura superficial podemos imaginar é que Paulo teorizou em 1Corintios, sem conhecimento de causa, mas que depois recebeu um choque de realidade que ele narra em 2Corintios. Afinal, diante dos sentimentos gerados pela experiência, algumas vezes as convicções parecem perder a força.

E acho curioso o comentário que ele mesmo faz, que isso serviu pra que deixassem de confiar em si mesmos. Isso é muito humano. Muito “eu”. Parece que essa desintegração das esperanças é exatamente parte do processo que levou Paulo a deixar de confiar em si, e confiar em Deus.

Para que deixemos de confiar em nós mesmos, é fato que Deus nos dá experiências que são humanamente impossíveis de serem transpostas. E mesmo no texto de 1 Corintios (aquele que parece ser mais teórico do que prático) esta verdade está revelada. Basta atentar para o final do versículo que mencionei aqui: “Quando forem tentados, ele mostrará uma saída para que consigam resistir.

Ou seja, nós seremos sim capazes de transpor essas barreiras, porém não sozinhos. Só assim aprendemos a confiar verdadeiramente no Senhor.

E por um acaso você já parou pra pensar por que será que o Senhor deseja tanto assim que confiemos nEle? Intrigante, né?

Bom, por hoje é só. Um forte abraço e até o próximo Ampulheta.

PARTICIPANTES:
– Giancarlo Marx

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– Duração: 05m14s
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Todos os “Ampulheta”

CITADOS NO PROGRAMA:
2 Coríntios 1:8-10
1 Coríntios 10:13

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