Muitas Moradas | Ampulheta 30

Meu nome é Giancarlo Marx e hoje eu vou falar sobre o tema Muitas Moradas.

Há cerca de 10 anos eu, minha esposa e filha tivemos que nos mudar. E não foi pra um bairro próximo ou uma cidade vizinha. Nos deslocamos 560km a oeste, para a cidade de Presidente Prudente, próximo das divisas do Estado de São Paulo com Paraná e Mato Grosso do Sul.

Durante esse período de pouco mais de um ano longe de nossos parentes e amigos, estivemos em um ambiente que nos acolheu, onde servimos e fomos servidos por irmãos muito queridos. Foi então que eu fiz uma ponte entre o pastor da igreja onde estávamos, Roberto Jorge, com um velho conhecido da cidade de Jundiaí, o pastor Jamê Nobre. Isso resultou numa série de reuniões com alguns membros mais maduros da comunidade, a fim de prepará-los para o ministério.

Numa dessas reuniões, fomos provocados com relação a um daqueles textos bíblicos que todos conhecemos e que todos já interpretamos. Um daqueles que passamos sem muita atenção no meio de uma leitura bíblica.

“Não deixem que seu coração fique aflito. Creiam em Deus; creiam também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar lugar para vocês”. João 14:1-2.

Ao terminar esta leitura, Jamê fez o seguinte comentário que permanece no meu coração desde então: “De onde foi que tiramos a ideia de que essas muitas moradas são celestiais, e não terrenas?”.

Ele não se aprofundou. Apenas pontuou. E isso foi suficiente pra me deixar incomodado. A verdade é que eu nunca mais li esse texto da mesma forma. E de fato, se pegarmos o contexto em que Jesus proferiu essas palavras, teremos a clara impressão de que ele se refere a moradas temporárias, e não eternas.

No final do capítulo 13, logo após Judas se retirar para entregá-lo, Jesus afirma aos discípulos que estará com eles somente por mais um pouco de tempo. Pedro o questiona, querendo saber para onde vai, ao que o mestre responde que é um lugar para onde eles não poderão ir agora, mas que seguirão mais tarde.

É então que Jesus menciona as muitas moradas, aparentemente provisórias, onde os seus discípulos seriam acolhidos, até que ele voltasse para buscá-los: “… e quando tudo estiver pronto, virei buscá-los, para que estejam comigo onde eu estiver”, (verso 3).

Há ainda outros momentos em que Jesus usa o termo “Casa de meu Pai”. Mas novamente, não se refere a uma morada celestial. Um em especial é no templo de Jerusalém, quando enfrenta os exploradores da fé. “Tirem essas pombas daqui! Vocês transformaram a casa de meu pai em um mercado!”, acusa ele em João 2:16.

Nesse episódio Jesus manifesta sua ira contra a mercantilização do acesso ao templo. O lugar onde (presumia-se) Javé habitava havia sido transformado em um esconderijo de golpistas.

Pouco depois o texto relata os discípulos deslumbrados com a estrutura do templo, ao que o próprio Jesus responde com ar de certo desprezo que aquela morada estava prestes a ser substituída por outra.

E que morada divina seria esta, ocupada no intervalo entre o templo e a eternidade?

Seguindo mais adiante no mesmo capítulo 14 do evangelho de João, temos a resposta. Nessa passagem Jesus afirma que ele, o Pai, e o próprio Espírito Santo, viriam habitar no interior daqueles que o amam e obedecem. Ou seja, o coração de cada um de nós se tornou casa do Pai.

Foi assim que eu aprendi, no meio daquela comunidade, a 560 km de casa, que a minha morada momentânea pode estar no acolhimento de cada um de meus milhares de irmãos e irmãs ao redor do mundo.

Existem muitas moradas pra você, meu irmão. Cada uma delas preparada especialmente pelo Senhor. E oro para que o seu coração (e sua casa) também estejam prontos para abrigar aqueles que o Senhor colocar em seu caminho.

Um forte abraço e até o próximo Ampulheta.

PARTICIPANTES:
– Giancarlo Marx

COISAS ÚTEIS:
– Duração: 05m35s
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CITADOS NO PROGRAMA:
João 14:1-2
João 14:3
João 2:16

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