Palavra Torpe | Ampulheta 26

Meu nome é Giancarlo Marx e hoje eu vou falar sobre o tema Palavra Torpe.

Alguma vez você já deixou escapar um palavrão em um ambiente que não era, digamos assim, adequado a este tipo de linguagem? Bom, se isso nunca aconteceu com você, posso garantir que é uma experiência um tanto constrangedora. As pessoas te olham como se não só sua linguagem, mas sim você todo estivesse no lugar errado.

Frequentemente ouvimos as pessoas associarem a linguagem vulgar ao termo “palavra torpe”, a fim de encaixar essa linguagem em alguma categoria de pecado. Vejamos o que têm a dizer alguns textos bíblicos.

“Mas agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca.” Colossenses 3:8

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” Efésios 4:29

“Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe.” Efésios 5:12

No primeiro texto há uma orientação para que, aqueles que nasceram de novo, abandonem as velhas práticas, entre elas, as palavras torpes.

É importante notar aqui do que se tratam os demais itens desta lista apresentada pelo autor da epístola. São eles: Ira, cólera, malícia, maledicência (que é, na prática, falar mal dos outros) e palavras torpes. No verso seguinte a lista conclui com a recomendação de que não mais mintam uns aos outros.

No segundo texto o autor da carta aos Efésios faz um contraponto interessante: Não digam palavras torpes, mas somente digam palavras boas pra edificar os outros. Somente palavras boas para edificar. Será que TUDO aquilo que dizemos serve para a edificação de alguém? De minha parte, infelizmente não.

O terceiro texto para mim é o que deixa mais claro o sentido bíblico de “palavra torpe”. Este trecho está tratando das práticas pecaminosas de um determinado grupo e conclui: Até mesmo comentar os pecados que eles praticam escondidos, é torpe.

No estudo da teoria da comunicação define-se que o processo de comunicabilidade acontece quando uma mensagem é codificada por um emissor, transmitida por um meio, e decodificada na outra ponta por um receptor. O nome deste funcionamento todo é comunicação. Porém há alguns elementos que podem interferir neste processo e contaminar a correta transferência da mensagem.

Se você já tentou conversar com alguém que não fala sua língua (e nem você a dele) sabe bem do que eu estou falando. Neste caso o problema está no código, que não é o mesmo entre os dois elementos (emissor e receptor). Ou se você estava conversando por um aparelho celular e passou por um túnel, a voz da outra pessoa ficou falhando e você não conseguiu entender o que ela disse. Neste caso o problema está no meio de comunicação.

Chamamos problemas como estes de “ruídos de comunicação”. Eles podem atrapalhar um pouco a comunicação ou até mesmo impossibilitar qualquer interação entre as partes. Isso varia de caso a caso.

A torpeza das palavras é um desses “ruídos”.

Tecnicamente podemos dizer que palavras torpes são mensagens mal codificadas, que podem gerar um entendimento distorcido da mensagem pretendida. São elementos que podem ter um significado para o emissor e outro para o receptor, o que provavelmente vai atrapalhar a comunicação entre as partes. Isso acontece, por exemplo, entre duas pessoas que falam português, mas um é angolano e o outro brasileiro. Apesar de falarem supostamente o mesmo idioma, o significado de algumas palavras pode diferir, e causar “torpor” ou “torção” na compreensão da mensagem.

Mas entre duas pessoas que utilizam exatamente a mesma linguagem, não há torpeza, já que os significantes (palavras) e seus significados são rigorosamente os mesmos.

Assim sendo, podemos considerar o “palavrão” uma palavra torpe?

Bem, se de alguma forma ele distorcer a mensagem pretendida, se causar alguma distração no ouvinte, impedindo-o de interpretar e absorver o que foi dito, podemos dizer que sim.

Mas, como vimos, a comunicação não depende apenas de quem fala (emissor) mas também de quem escuta (receptor). E a bíblia também tem algo a dizer sobre este segundo elemento do processo.

Em Mateus 6:22 e 23 está escrito:

“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!”

Aí você me pergunta:

– Mas de quem é a responsabilidade nesse caso? De quem fala ou de quem ouve?

E eu respondo:

– Se é você quem está falando, a responsabilidade de “dominar a língua” é tua. Mas se é você quem está ouvindo, a responsabilidade de ter “olhos bons” é tua também.

Se por um lado é da responsabilidade de quem fala ser claro, sem torpeza em seu órgão emissor, por outro lado, se os órgãos receptores do ouvinte forem bons, tudo nele será luz.

Temos então dois bons desafios pela frente:

Da próxima vez que você estiver falando, leve em conta como a sua escolha de palavras pode colaborar ou não na compreensão que o seu ouvinte terá da sua mensagem.

Da próxima vez que estiver ouvindo, tente imaginar qual a real mensagem que o seu interlocutor quis passar com a escolha de determinada palavra. Só assim teremos uma comunicação pura. Livre de palavras torpes.

Um forte abraço e até o próximo Ampulheta.

PARTICIPANTES:
– Giancarlo Marx

COISAS ÚTEIS:
– Duração: 07m12s
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Todos os “Ampulheta”

CITADOS NO PROGRAMA:
Colossenses 3:8
Efésios 4:29
Efésios 5:12
Mateus 6: 22-23

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