O Natal Que Eu Comemoro | Ampulheta 25

Meu nome é Cristiano Fiori Zioli e hoje eu vou falar sobre o tema O Natal Que Eu Comemoro.

O natal que eu comemoro não tem só hora marcada. Não é uma data específica ou enfeite. Não são somente as cores e as luzes. O natal que eu comemoro não está só sendo revelado em vários personagens. Eu não preciso comemorar o natal, pra falar bem a verdade.

Ninguém sabe quando Jesus nasceu ou quando os anjos apareceram para os pastores nos arredores de Belém. Como explicar reis magos, provavelmente persas, sem nenhum contato profundo com o advento do Messias, decifrarem nas estrelas especificamente o nascimento daquele que seria o Rei dos Judeus? Não sabemos quando eles saíram do Oriente e encontraram Jesus, presenteando-o com ouro, incenso e mirra. Nós nem sabemos se são três mesmo. Podem ser dois. Podem ser mais. Nós não sabemos.

A comemoração do natal tem a ver com a consciência nova dada pelo evangelho, em que não há lugar sagrado, objeto sagrado e nem data sagrada. É em espírito e em verdade. Vivemos aquilo que é único e que pode ser aproveitado, chamado hoje. O amanhã a Deus pertence e o passado Deus julgará. Paulo deixa as coisas que para trás ficam e prossegue rumo ao alvo. Não comemoro com hora ou dia marcados, porque é todo dia, o dia todo. Natal é Jesus nascendo e eu morrendo todo dia. Natal não está revelado em vários personagens, porque todos eles encontram sentido e conexão em Jesus. Papai Noel é legal, desde que não seja um símbolo de consumo desenfreado. Que a árvore de natal seja um local de comunhão e não só de troca de presentes. Que as comidas típicas sejam para alimentar bocas famintas e para nos ensinar a repartir todo ano, o que Deus nos tem dado com fartura. As cores e as luzes são sensacionais, desde que sinalizem aquele que foi sinalizado por aquela estrela mágica. Em Jesus tudo encontra lugar e possibilidade pra existir. É possível ter luzes, guirlandas, ceia, árvore de natal, bolas coloridas, presentes, Papai Noel, porque Jesus é grande demais. E ainda sobra espaço. Viva isso com tranqüilidade no coração, não com neurose religiosa de um lado ou com um mundanismo desenfreado de outro, mas porque a encarnação aconteceu. Deus deixa de ser alguém para além de nós, para ser (para sempre) alguém entre nós.

Natal é subversivo, porque questiona o tempo todo a minha relação com os bens e as pessoas. É um símbolo de resistência diante de um mundo cada vez mais desumano e desequilibrado. Resistir é um ato profético natalino. Jesus resistiu à insensibilidade de pessoas que não deram lugar para uma grávida descansar e dar á luz. Resistiu à perseguição assassina de um sociopata faminto por poder. Resistiu morando longe de sua terra natal, sendo um refugiado no Egito. A vinda de Jesus, o sentido do natal, é resistência, mostrando um novo jeito de viver. Aliás, o único jeito possível de viver. Deus se faz humano, para que o humano deixe de querer ser Deus. Ser humano basta. Ser um humano, humanamente perfeito, é ser divino. O natal é o constante lembrete de que fomos feitos para sermos como ele. Não na ideia de poder, mas na ideia da falta dele. Da não necessidade dele. Não precisamos ter poder sobre ninguém ou sobre alguma coisa. Basta sermos servos. A resistência está em servir. Isso tudo, norteado pela gratidão.

O natal é a troca de presentes entre Deus e o mundo. Deus presenteia o mundo com seu Filho, e os que habitam no mundo presenteiam o Senhor sendo o sal da Terra e a luz do mundo, como uma resposta de gratidão por Jesus ter vivido tão pouco tempo, dando-nos a oportunidade de viver mais e melhor. Com mais justiça, mais amor, mais humanidade e melhores pessoas. Despertando a consciência de cada um para a verdade de que a imagem e semelhança do Senhor está ainda em nós. Distorcida pelo pecado, é verdade, mas ainda resiste e vence essa matéria etérea e finita, pra dar lugar ao que é eterno e infinito.

Natal é rebelião. É se rebelar contra o dinheiro, o poder, o controle, o acúmulo, a desonestidade, a injustiça, a desumanidade e a opressão. É se rebelar contra tudo aquilo que quer insistir em destronar Jesus, tirá-lo do Seu trono, do Seu lugar devido. É participar do plano de sabotagem que Deus encarna e seu Filho. É lutar contra o império do consumo, da escravidão e da incompreensão.  Natal é dizer para o mundo que as coisas não precisam ser as mesmas, simplesmente porque somos ou porque fomos criados, ensinados ou persuadidos e pressionados por elas. A rebelião do natal significa tudo. Inclusive nós mesmos.

Aproveite estes dias para comemorar. Festeje a vida, a família, o perdão, os presentes, a magia dos encontros e dos reencontros. Mate a saudade. Viaje. Participe de amigos secretos, coma, beba, dê risada. Tudo isso só tem sentido nEle. É em Jesus que a capilaridade da vida tem valor e gosto.

Beba. Não pela embriaguez, mas pelo papo.
Coma. Não pela gula, mas pela comunhão.
Troque presentes. Não pelo consumo, mas pelo repartir.
Ria. Não pela piada, mas por fazer e ser feliz.

Maria me lembra pra que serve o natal no seu canto, o Magnificat, que diz:

“A sua misericórdia estende-se aos que o temem, de geração em geração. Ele realizou poderosos feitos com seu braço; dispersou os que são soberbos no mais íntimo do coração. Derrubou governantes dos seus tronos, mas exaltou os humildes. Encheu de coisas boas os famintos, mas despediu de mãos vazias os ricos.”  Lucas 1:50-53

O natal em Jesus é possível de acontecer em qualquer lugar, até mesmo na minha ou na sua vida. Na minha ou na sua casa. Não é dependente de dinheiro nenhum. De discurso contra ou a favor. De montagens e enfeites aqui, acolá ou qualquer manifestação exterior. Mas é quando cada um de nós abre o coração e a mente como um lugar possível de morada para esse bebê que não tem onde reclinar a cabeça. As misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã, de modo que o natal pode acontecer todos os dias e não ficar reservado apenas em um momento pontual. Antes do natal ser para fora, ele precisa nascer para dentro, mudando minha vida e questionando minhas preferências e meus posicionamentos. Natal é para ser o ano todo. É pra ser toda refeição e todo encontro. O perdão e a justiça precisam encontrar lugar não só em dezembro e na semana do natal, mas em todos os meses. Inclusive naqueles que não tem feriados. A comemoração do natal, não se resume a uma data. Ela serve apenas de lembrete. O natal não é um ponto, é um livro. Não é um dia, é uma vida. O ano começa não em janeiro do próximo ano, mas depois do natal. É ele que me lembra que o ano já precisa começar. Não com um calendário novo, mas com um ser humano novo.

PARTICIPANTES:
– Cristiano Fiori Zioli

COISAS ÚTEIS:
– Duração: 09m44s
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CITADOS NO PROGRAMA:
Lucas 1:50-53

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