Reproduzo aqui o texto de Udo Schnelle[1]:
[…] Em consequência, Nero, para por um fim aos rumores, apresentou e submeteu aos mais rebuscados castigos outros pretensos culpados que, odiados por suas ignomínias, eram chamados pelo povo de chretianos. O home de quem é derivado este nome, Cristo, foi executado sob iniciativa do procurador Pôncio Pilatos no reinado de Tibério; e, momentaneamente reprimida, a execrável superstição (superstitio) irrompeu de novo, não só na Judeia, a terra que foi o berço desse mal (mali) mas também em Roma, para onde afluem do mundo inteiro e são celebrados todos os horrores abominações. Assim forma incialmente aprisionados o s que faziam uma confissão, depois , segundo a denúncia destes, foi declarada culpada uma grande multidão, não tanto pelo crime do incêndio, mas por causa de um ódio ao gênero humano. E quando iam para a morte, eram ainda expostos a zombarias, de tal modo que eles, cobertos de peles de animais selvagens, morriam dilacerados por cães ou, pregados na cruz e destinados à morte na fogueira, eram queimados como iluminação noturna, assim que o dia chegasse a seu fim.
Queridos, fomos chamados para o sacrifício, chamados para perder, e para sermos martirizados. Sadismo? Não, o nome disso é vocação. A questão é que você está provavelmente no ocidente, onde nós os cristãos geramos uma cultura cristã dominante. Mas essa não é a regra geral no mundo.
Apenas para a sua reflexão: que tipos de martírios a igreja ocidental tem sofrido?
[1] Paulo: vida e pensamento, editora academia cristã e Paulus, 2010, p. 486 e 487 ele cita o relato de Tacito.