Jesus do The Chosen

Preciso começar confessando: eu não assisti The Chosen. Não me leve a mal! Fontes seguras já me disseram que a série é excelente, incrível, emocionante… e é bem provável que eu assista em algum momento.

Importante observar também o sucesso que a série faz, não sei se no mundo todo, mas com certeza no Brasil. A ponto de eu já ter visto matérias explicando que série é essa que virou mania entre famosos e influencers. Dentre esses um jogador de futebol cujo grande testemunho é usar uma faixa escrita JESUS quando ganha algum troféu, mas que fora desses momentos é conhecido por atitudes absolutamente contrárias ao que chamaríamos de um bom testemunho cristão.

O Jesus do tipo entretenimento não é novidade. Já tivemos salas de cinema lotadas para ver Jesus sendo torturado e morto, fitas cassete duplas para assistir um Jesus de olhos azuis e cabelos sedosos, musicais com um Jesus hippie… o Jesus entretenimento é um dos mais antigos e agradáveis da igreja. Tem gente que vai na igreja duas vezes por ano, pra ouvir um coral cantando o nascimento de Jesus ou uma peça encenando seu assassinato e ressurreição.

Há outros “Jesuses” famosos também. Tem o importante Jesus histórico, objeto de estudo de acadêmicos e céticos, o Jesus revolucionário, uma espécie de Che Guevara da palestina, tem o Jesus good vibes, típico andarilho cabeludo paz e amor, e tem talvez o mais importante desses, que é o Jesus da religião – figura central do cristianismo, mas também presente no islamismo, judaísmo, hinduísmo, budismo…

Acontece que nenhum desses Jesuses é o Jesus real. É claro que pessoas conheceram a história de Jesus por meio do The Chosen de uma forma que não tinham visto antes, mas isso nem de perto é o suficiente para mudar a vida de alguém. A pessoa pode maratonar uma série, assistir um filme, acompanhar uma novela, ler livros, se ajoelhar na igreja semanalmente, ter Jesus tatuado no corpo, um crucifixo no pescoço, uma camiseta escrita “fé” e mesmo assim não conhecer o Jesus real.

Esses são Jesuses do tipo consumo, mas Jesus nos chama para um relacionamento de amor, não de consumo. Conhecer Jesus não é suficiente. Nem teme-lo é. O que nos coloca no caminho da salvação não é um conhecimento, nem um reconhecimento, mas um relacionamento. Um novo nascimento para uma nova forma de ser, que se manifesta através de uma nova realidade, fruto da presença do próprio Cristo em nós.

Tudo isso é um milagre garantido pelos méritos do próprio Cristo, pela sua ação através do Espírito Santo que ele nos deu. Séries, filmes, livros, história e religião são sombras da magnitude do poder do Jesus Cristo real, que vive através de cada um que abre o coração para que Ele entre, habite e haja através dos seus pés e mãos. Conhecer Jesus através da cultura é bom, mas somos transformados quando o conhecemos pessoalmente.

Texto por Hernani Medola.

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