{"id":3681,"date":"2012-01-04T10:00:02","date_gmt":"2012-01-04T12:00:02","guid":{"rendered":"http:\/\/crentassos.com.br\/blog\/?p=3681"},"modified":"2012-01-03T01:27:41","modified_gmt":"2012-01-03T03:27:41","slug":"queria-ser-assim-simone-weil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crentassos.com.br\/blog\/2012\/01\/queria-ser-assim-simone-weil.html","title":{"rendered":"Queria ser assim &#8211; Simone Weil"},"content":{"rendered":"<div class=\"mceTemp\" style=\"text-align: justify;\">\n<dl id=\"\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 260px;\">\n<dt class=\"wp-caption-dt\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Simone Weil\" src=\"http:\/\/www.novosdialogos.com\/imgconteudo\/simone%20weil2.jpg\" alt=\"Simone Weil\" width=\"250\" height=\"300\" \/><\/dt>\n<dd class=\"wp-caption-dd\">Simone Weil<\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Ainda bastante desconhecida no Brasil, principalmente no meio evang\u00e9lico, a vida e obra da fil\u00f3sofa francesa Simone Weil s\u00e3o um testemunho contumaz do poder e efic\u00e1cia da gra\u00e7a divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nascida em Paris, em 3\/2\/1909, foi criada no seio de uma fam\u00edlia judia claramente agn\u00f3stica. Seu pai, Bernard, um m\u00e9dico de origem alem\u00e3, e sua m\u00e3e, Salomea Reinherz, formavam um casal bastante feliz e harmonioso.<br \/>\nJunto com seu irm\u00e3o Andr\u00e9, que posteriormente se tornaria um matem\u00e1tico de renome, Simone cresceu em um lar absolutamente indiferente a assuntos religiosos. No lugar das hist\u00f3rias do povo hebreu narradas no Antigo Testamento, os irm\u00e3os Weil foram introduzidos ao mundo dos contos e f\u00e1bulas dos conhecidos escritores alem\u00e3es, os irm\u00e3os Grimm, e na rica mitologia grega. O amor \u00e0 leitura era t\u00e3o grande que, aos cinco anos, Simone j\u00e1 tinha aprendido a ler, tendo escrito, com apenas 10 anos, sua primeira obra, um pequeno conto chamado\u00a0<em>Os duendes do fogo<\/em>.<br \/>\nIntelig\u00eancia precoce, a jovem judia parisiense passou por uma grande crise interna, cobrando a si pr\u00f3pria e considerando seus conhecimentos insuficientes. N\u00e3o obstante, com 15 anos obteve seu bacharelado em filosofia, tendo passado mais 3 anos em intensa prepara\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, a fim de aperfei\u00e7oar seus conhecimentos filos\u00f3ficos na renomada Escola Superior de Paris. Este per\u00edodo, sob a orienta\u00e7\u00e3o do pensador Emile Chartier, seria fundamental para toda a futura exist\u00eancia de Simone. Al\u00e9m de Plat\u00e3o, Descartes, Kant, Hegel e Marx, a at\u00e9 ent\u00e3o estudante n\u00e3o religiosa teria seus primeiros contatos com a hist\u00f3ria das grandes religi\u00f5es mundiais. Foi, tamb\u00e9m, uma das primeiras mulheres a se graduar em t\u00e3o prestigiosa institui\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEm 1931, foi nomeada professora de filosofia em uma escola para mo\u00e7as na cidade de Le Puy. Refletindo o recente interesse adquirido por assuntos religiosos, Simone escreveu a seguinte carta a seus pais: \u201cPe\u00e7o-vos enviar-me o Novo Testamento em grego que est\u00e1 em minha biblioteca\u201d. Foi o passo inicial da atua\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a divina em sua vida. Ao mesmo tempo, experimenta in\u00fameros problemas de sa\u00fade, sendo a enxaqueca um mal que iria acompanh\u00e1-la at\u00e9 seus \u00faltimos dias.<br \/>\nNeste per\u00edodo como professora, Simone iniciou seu trabalho pol\u00edtico. Acompanhou de perto o sofrimento dos oper\u00e1rios da pequena Le Puy. Ingressando no movimento sindical, foi a principal organizadora de uma greve geral que iria paralisar toda a cidade. Como resultado, foi convidada a se retirar.<br \/>\nAproveitando o per\u00edodo de f\u00e9rias de ver\u00e3o, Simone viaja at\u00e9 a Alemanha, onde presenciou o crescimento do nazismo. Foi uma das primeiras pessoas, em 1932, a denunciar a barb\u00e1rie que tomou conta de toda a Alemanha, assim como a passividade dos social-democratas e o estranho sil\u00eancio dos comunistas stalinistas. De volta \u00e0 Fran\u00e7a, continuou seu trabalho como professora em Auxerre, Roanne e Saint-Etienne, nesta \u00faltima, dando aulas gratuitas aos mineiros.<br \/>\nConsciente de que sua atua\u00e7\u00e3o como professora seria insuficiente para faz\u00ea-la compreender a vida real de um oper\u00e1rio, Simone licenciou-se do magist\u00e9rio e ingressou, em 1934, no corpo de funcion\u00e1rios da Renault, conhecida f\u00e1brica de autom\u00f3veis franceses. Devido \u00e0 sua fr\u00e1gil sa\u00fade, n\u00e3o suportou o pesado ritmo da linha de montagem, abandonando este projeto. Ap\u00f3s retomar, a contragosto, a doc\u00eancia na cidade de Bourges, dedicou parte de seu tempo ao trabalho agr\u00edcola em uma pequena fazenda da regi\u00e3o. Agora conhecia, na pr\u00e1tica, a explora\u00e7\u00e3o cometida contra oper\u00e1rios e camponeses.<br \/>\nInsatisfeita com o crescimento do fascismo na Europa, alistou-se, em 1936, como volunt\u00e1ria em uma brigada anarquista na guerra civil espanhola. L\u00e1, teve sua grande decep\u00e7\u00e3o com a natureza humana. Presenciou cenas de barb\u00e1rie praticadas n\u00e3o apenas por fascistas, mas pelos defensores da liberdade: anarquistas, comunistas e republicanos em geral. Completamente despreparada para a vida militar, foi resgatada por seus familiares.<br \/>\nEstimulada pelos pais, iniciou uma viagem que alterou completamente o rumo de sua vida. Passando pela It\u00e1lia, Simone participou de cerim\u00f4nias religiosas nas grandes catedrais, sendo tocada pela beleza do cristianismo. Come\u00e7ou a enxergar uma beleza \u201cm\u00edstica\u201d nas obras renascentistas. Visitando a pequena cidade de Assis, uma grande experi\u00eancia seria o marco inicial de sua convers\u00e3o ao cristianismo. Ao entrar na pequena capela reformada por Francisco de Assis no s\u00e9culo treze, a agn\u00f3stica Simone foi tomada por um sentimento indescrit\u00edvel. \u201cAlgo mais forte que eu me obrigou, pela primeira vez na minha vida, a me por de joelhos e orar\u201d, narra a fil\u00f3sofa em escritos posteriores. Foi o in\u00edcio de um processo de descoberta do Cristo vivo, processo este n\u00e3o buscado por si pr\u00f3pria, mas fruto da misteriosa e irresist\u00edvel gra\u00e7a de Deus.<br \/>\nDe volta ao seu pa\u00eds, reiniciou o magist\u00e9rio na pequena cidade oper\u00e1ria de Saint-Quentin. Ao mesmo tempo, devora parte da B\u00edblia, principalmente os livros de J\u00f3, Isa\u00edas e Daniel, assim como todo o Novo Testamento em grego. Em abril de 1938, sua jornada espiritual chegou ao \u00e1pice. Durante a semana santa, Simone participou das cerim\u00f4nias realizadas na abadia cat\u00f3lica de Solesmes. A solene liturgia, o sil\u00eancio e os cantos a tocaram profundamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"right\">\u201c<em>Senti (sem estar absolutamente preparada para tanto, uma vez que jamais li os m\u00edsticos) uma presen\u00e7a mais pessoal, mais certa, mais real do que a de um ser humano, inacess\u00edvel aos sentidos e \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o, an\u00e1loga ao amor que transparece do mais terno sorriso de ser amado. A partir daquele momento, o nome de Deus e de Cristo se entrela\u00e7aram de modo cada vez mais irresist\u00edvel aos meus pensamentos<\/em>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal experi\u00eancia foi \u00e0 confirma\u00e7\u00e3o do fato ocorrido em Assis.<br \/>\nAgora como crist\u00e3, continua sua intensa leitura b\u00edblica. Iniciou uma bela e fecunda amizade com o padre cat\u00f3lico-romano Joseph Marie Perrin e com leigos cat\u00f3licos e evang\u00e9licos. Neste mesmo per\u00edodo, in\u00fameras experi\u00eancias m\u00edsticas a marcaram. Ao mesmo tempo, n\u00e3o abandonou sua luta pela justi\u00e7a, continuando a denunciar as mazelas do capitalismo, o autoritarismo do regime sovi\u00e9tico e o crescimento do nazi-fascismo.<br \/>\nApesar de crist\u00e3 convicta, recusou-se a receber o batismo oferecido pelo simp\u00e1tico padre Perrin por n\u00e3o concordar com a doutrina romana, que considerava a verdadeira igreja de Cristo uma institui\u00e7\u00e3o centralizada em Roma. Mesmo de forma inconsciente, Simone fazia eco ao tradicional conceito protestante de que a igreja crist\u00e3 n\u00e3o est\u00e1 restrita a uma denomina\u00e7\u00e3o, mas sim no conjunto de todos os crentes. Fora isto, sentia que sua miss\u00e3o deveria ser exercida fora dos muros da igreja, entre aqueles que n\u00e3o faziam parte da igreja oficial.<br \/>\nCom a queda da Fran\u00e7a diante da Alemanha nazista, Simone, pelo fato de ser judia, foi exclu\u00edda do magist\u00e9rio. Passou algum tempo reclusa em uma empresa agr\u00edcola, onde uniu o trabalho \u00e0 ora\u00e7\u00e3o. No entanto, a situa\u00e7\u00e3o para judeus na Fran\u00e7a ocupada tornou-se insustent\u00e1vel. Em 14\/5\/1942, junto com seus pais, imigrou para Nova York. L\u00e1 chegando, vive uma rica experi\u00eancia crist\u00e3 ecum\u00eanica. Al\u00e9m de participar vividamente das atividades dos cat\u00f3licos exilados franceses, enriqueceu sua espiritualidade com os batistas negros nos sub\u00farbios da grande metr\u00f3pole estadunidense.<br \/>\nAp\u00f3s breve per\u00edodo nos EUA, mudou-se para Londres, Inglaterra, onde participou ativamente da resist\u00eancia francesa, sendo correspondente do jornal\u00a0<em>France Libre<\/em>. Sua sa\u00fade piorou gradativamente, sendo acometida por uma tuberculose. Faleceu no dia 24\/8\/1943, no sanat\u00f3rio Ashford, com apenas 34 anos de idade. Segundo alguns bi\u00f3grafos, Simone recebeu, em seu leito de morte, o sacramento do batismo das m\u00e3os de uma mulher leiga, sua amiga Simone Deitz.<br \/>\nA vida e a obra de Simone Weil s\u00e3o verdadeiros resumos da forma graciosa e soberana da atua\u00e7\u00e3o divina. Sem qualquer propens\u00e3o a religiosidade, Simone foi atra\u00edda para Cristo. Sem deixar de lado o conhecimento, tanto teol\u00f3gico como filos\u00f3fico, a jovem francesa deu prioridade \u00e0 comunh\u00e3o \u00edntima com Deus. Tal comunh\u00e3o n\u00e3o se contentou com a mera contempla\u00e7\u00e3o, mas exigiu uma atua\u00e7\u00e3o real e contundente. Uma voca\u00e7\u00e3o neste mundo.<br \/>\nFiel \u00e0 doutrina da cruz, a fil\u00f3sofa, militante pol\u00edtica e crist\u00e3 Simone Weil nos ensina que Deus se faz conhecido no sofrimento, nas vicissitudes, e n\u00e3o em uma vida de prazer e prosperidade. Em resumo, encontramos nesta singular personalidade uma feliz fil\u00f3sofa da gra\u00e7a.<br \/>\nSimone Weil por ela mesma:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>H\u00e1 indiv\u00edduos que procuram elevar sua alma como um homem que salta sempre com os p\u00e9s juntos, na esperan\u00e7a de que a for\u00e7a de saltar cada vez mais alto consiga, um dia, em vez de sempre cair, subir at\u00e9 o c\u00e9u. Por\u00e9m, n\u00e3o podemos dar sequer um passo em dire\u00e7\u00e3o ao c\u00e9u; a dire\u00e7\u00e3o vertical est\u00e1 fechada para n\u00f3s. Mas, se fitarmos demoradamente o c\u00e9u, \u00e9 Deus que desce e nos arrebata<\/em>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A amizade n\u00e3o se procura, n\u00e3o se sonha, n\u00e3o se deseja; se exerce!\u201d<br \/>\n<\/em><br \/>\n<strong>Refer\u00eancia Bibliogr\u00e1fica<\/strong>: Di Nicola, G.P. e Danese, A.\u00a0<em>Abismos e \u00c1pices<\/em>, Edi\u00e7\u00f5es Loyola, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">copiado do\u00a0<a title=\"http:\/\/www.novosdialogos.com\/artigo.asp?id=387\" href=\"http:\/\/www.novosdialogos.com\/artigo.asp?id=387\">Novos Dialogos<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Simone Weil \u00a0Ainda bastante desconhecida no Brasil, principalmente no meio evang\u00e9lico, a vida e obra da fil\u00f3sofa francesa Simone Weil s\u00e3o um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":3683,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[112],"tags":[545,715,1469,1468,1467],"class_list":{"0":"post-3681","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-artigos","8":"tag-filosofia","9":"tag-justica","10":"tag-nazismo","11":"tag-novos-dialogos","12":"tag-simone-weil","14":"post-with-thumbnail","15":"post-with-thumbnail-large"},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Queria ser assim - Simone Weil - Crentassos Produ\u00e7\u00f5es Subversivas<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/crentassos.com.br\/blog\/2012\/01\/queria-ser-assim-simone-weil.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Queria ser assim - Simone Weil - Crentassos Produ\u00e7\u00f5es Subversivas\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Simone Weil \u00a0Ainda bastante desconhecida no Brasil, principalmente no meio evang\u00e9lico, a vida e obra da fil\u00f3sofa francesa Simone Weil s\u00e3o um [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/crentassos.com.br\/blog\/2012\/01\/queria-ser-assim-simone-weil.html\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Crentassos Produ\u00e7\u00f5es Subversivas\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"http:\/\/www.facebook.com\/crentassos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2012-01-04T12:00:02+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/crentassos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/simone-weil2.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"250\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"300\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Cristiano Machado\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@crentassos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@crentassos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Cristiano Machado\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"8 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/crentassos.com.br\/blog\/2012\/01\/queria-ser-assim-simone-weil.html#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/crentassos.com.br\/blog\/2012\/01\/queria-ser-assim-simone-weil.html\"},\"author\":{\"name\":\"Cristiano Machado\",\"@id\":\"https:\/\/crentassos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/7ec3329a98c44e20ccd6cc2c9e18acbd\"},\"headline\":\"Queria ser assim &#8211; 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Pensa n\u00e3o vida em forma de pergunta e nunca de resposta, e tem um profundo sentimento de gratid\u00e3o e amor por sua esposa e filha. 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