Teologia de Boteco | Igrejas e Impostos, com Felipe Abal – #058

“Saudações, pessoas” (TM)

No EP de hoje, o primeiro de 2018, eu trouxe ninguém menos que meu grande amigo, Felipe Abal, lá do VIRACASACAS, um dos podcasts mais legais da atualidade, segundo minha fecal opinião, pra falar sobre TRIBUTAÇÃO DE TEMPLOS RELIGIOSOS…

Ouça até o final para saber como ganhar uma foto autografada 🙂

Puxa um banco e vamos falar!

Teologia de Boteco 58 Igrejas e Impostos

Conheça o podcast do Felipe, o Viracasacas – aqui

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  • Pedro

    Gostei do programa, não conhecia o Felipe nem o podcast dele então de dupla valia esse programa. Não sei se é por falta de pesquisa da minha parte mas até hoje nunca vi uma proposta que fiscalize/penalize os picaretas e não prejudique as pequenas entidades, obvio que como o Felipe comentou, não vai existir político que compre essa briga.
    Aproveitando, sou fã do teologia, tenho mais de 19 (28) e aguardo minha foto com a mensagem

  • paulo roberto

    Poxa barba a discussão é válida sim, como disse Jesus daí a César o que é de César, só faço um contraponto nessa questão que vcs tocaram quanto ao prato de sopa ou até mesmo das casas de recuperação e outros projetos feito pelas igrejas, não existe esse lance de se ter um discípulo em troca de nada, cara ali é amor ao próximo mesmo e no geral que faz esse trabalho nem busca ajuda do governo pra nada. Sou a favor da taxação apesar de achar impossível passar uma lei dessa no congresso a igreja no geral é um grande palanque eleitoral e todos os políticos já sacaram isto. Ah é sim antes que me esqueça, no episódio sobre teologia negra, perguntou se tinha algum ouvinte assembléiano, tem sim… Its me. Kkk abraços cara curto seu trabalho e do Felipe tmbm estou lá no Telegram do viracasacas, faltou o Telegram dos botequeiros, beijos de luz!

  • wellington

    O tema é bom. O Formato divertido

    Desconstrói bem, mas foi pouco propositivo. Há modelos positivos que podiam ter sido mencionados como referencia propositiva.

    Achei um pouco radical rotular as ações sociais de igrejas de “mercantilistas”. Nem sempre é assim. Eu poderia mencionar alguns exemplos interessantes.

    Eu poderia ainda argumentar que não se pode legislar sobre a exceção, ou seja, não se deve cortar a isenção de todas as igrejas só pq algumas igrejas fazem uso desonesto desse incentivo, mas de fato, infelizmente, o mercantilismo nas igrejas deixou de ser exceção. Grande parte das igrejas, principalmente as neopentecostais, fazem uso abusivo e desonesto desses incentivos. São igreja-empresa, não merecem incentivo algum.

    Enfim, é um tema difícil. Gostaria de ouvir mais a respeito.

    Parabéns pela iniciativa.

  • Celso Rosa Jr.

    Cara, excelente programa! Na minha opinião, deveria ser mantido a isenção de impostos para a arrecadação de dízimos e ofertas e para a venda de produtos oriundos de doação (bazar beneficente, quermesse, costelada da igreja etc). Mas para produtos onde há a aquisição de bens pelo CNPJ da igreja de fornecedores para a venda na lojinha ou cantina da igreja, tinha que ser tributado sim! Aliás, a lojinha ou cantina tinha que ter CNPJ próprio. Depois o dinheiro, já descontados os impostos e custos administrativos, era revertido para a igreja mediante doação.

    Aguardo a foto!

  • Esse rolê da fotografia é real?

  • Oi a todos,

    Muito legal a discussão.

    Pessoalmente, penso que o problema é a falta de fiscalização do uso do dinheiro, principalmente porque a tributação abrange toda e qualquer religião existente no país.

    Por exemplo, as igrejas católicas em grande parte são patrimônios das cidades, e mesmo locais turísticos, aí seria complexo taxar igrejas como em cidades histórias do Nordeste, em Ouro Preto em Minas Gerais. Nesse aspecto, acho que o problema é redimensionar a coisa de forma a verificar efetivamente o quanto o dinheiro é bem aplicado ou não.

    Já prestei serviços a instituições católicas e parece que a lei tem obrigado a separar legalmente as obras assistenciais da entidade religiosa em si, inclusive, tendo que entrar nos processos de serviços sociais e de ONGs.

    Isso é uma saída interessante para fazer isso em maior escala e abrangentes de forma a manter a imunidade de impostos mas dimensionar e fiscalizar de forma a evitar estes abusos.

    Por exemplo, tem grupos de Hare Krishnas que vivem em pobreza efetiva, aí usam a ausência de tributação para comprar um terreno, e ficam vivendo lá dentro em um esquema fora do capitalismo por exemplo, pois só vivem do que produzem e só usam algum dinheiro para fazer livros e coisas assim e dar a quem queira ler.

    No centro espírita em que trabalho tivemos o seguinte problema: Era um local bem pequeno e tinha muita gente frequentando o local, ficando muita gente apertado no local e tudo o mais, porém, quase fomos fechados a força pelos bombeiros pelo risco de vida, que realmente estava ocorrendo. Tinha uma rampinha para cadeira de rodas que estava quase quebrando e tudo o mais.
    Fomos obrigados a construir um local atendendo as normas de segurança e tal, o que é importante para evitar riscos de vida, no qual ficamos uns 18 anos juntando dinheiro para tal, que seria impossível continuar a atividade sem isso. Sem a imunidade, seria impossível já que daí teria que barrar a entrada das pessoas, e ao fazer isso o que seríamos?

    No caso das universidades, tem casos em que algumas tem a mensalidade bem abaixo da média, mas infelizmente tem muito abuso também. Tem uma escola católica que o preço é na média, porém, com as isenções ficais os professores recebem salário de professor universitário. Infelizmente, isso é raridade na prática.

    Por isso acho interessante isso que as igrejas católicas e centros espíritas tem feito, separando a atividade assistencial e colocando-a dentro da lei de ONGs e o benefício ficar só para a instituição religiosa em si, contudo, com forte fiscalização para evitar os abusos. Acho um caminho mais interessante tendo a vista a amplitude do fenômeno religioso no país.

    Tudo de bom a todos!

  • #FelipeAbalElencoFixo

  • Samuka Pinheiro Almeida

    É aqui que ganha o livro?

  • Giancarlo Marx

    Excelente papo, manos. Ainda acho um erro tratar a igreja como uma pessoa (ainda que seja uma pessoa jurídica). Pra mim igreja não tem (ou não deveria ter) alinhamento político, bens, opinião, nem nada disso. Igreja é a comunhão dos santos, logo, uma entidade intangível e subversiva por natureza.

    Na França, por exemplo, é uma heresia considerar a possibilidade de um cristão ser de direita política. Na Bolívia, pelo contrário, soa herege um cristão de esquerda. Isso acontece pq em cada contexto a igreja vive de uma forma diferente, é perseguida e apoiada por entidades diferentes.

    Um governo nunca é cristão. Ou ele usa e explora os cristãos, ou ataca e oprime os cristãos. Ou como diria o Ariovaldo Ramos, “profeta não vai em festa de rei”. Mas parece que estamos mais acostumados a tolerar governos que nos usam do que governos que nos oprimem, apesar de sabermos historicamente que o evangelho é uma semente que germina e se espalha com mais intensidade sob pressão.

    Abraço! E vida longa a este boteco!

  • Vush

    #FelipeAbalElencoFixo

  • Marcos Matias Ferreira

    O problema quando falamos nesse assunto é a discrepância que existe entre uma universal e uma igrejinha pentecostal minúscula no meio do nada… Ou o terreiro pobre do interiorzão… Temos que ter muito cuidado porque no fim vai ser aquilo: as igrejas pobres vão acabar pagando mais do que as ricas, como é no resto da sociedade… Muitos templos humildes podem sumir, sei lá. Tem que haver cuidado.
    Sobre o assistencialismo em troca da conversão… O caráter proselitista do cristianismo é das coisas que mais me incomoda. Barba deve saber, tem muito cristão que fica amigo das pessoas pra tentar converte-las… Isso é terrível, mas altamente estimulado pela igreja pentecostal… Tem aquela coisa que você precisa “fazer a obra”, como se Deus dependesse da gente pra o que quer que seja…

  • irgo.

    Vou assinar embaixo dos comentários do sempre maravilhosos Giancarlo Marx e do Marcos Matias!

    A pauta excelente, que precisa muito ser discutida e compreendida – e que o programa foi além do debate comum. Mas faço algumas ressalvas pessoais importantíssimas, que podem acabar contribuindo para uma discussão mais aprofundada. No programa vocês tratam a religião em um caráter individual, da liberdade religiosa (o Estado não pode cercear a vontade individual); porém a religião tem um caráter coletivo muito mais profundo que isso: a própria cultura.

    Quando a gente começa a discutir a relação Estado x Igreja, a gente precisa se preocupar não apenas com as igrejas formais, com CNPJ e declaração de bens, mas no sentimento coletivo das religiões específicas e como elas influenciam na forma não apenas que o indivíduo se vê na sociedade, mas como a própria comunidade é percebida pelos de fora: toda cidadezinha de interior tem a igrejinha que marca o centro da cidade. Essa marca é tão forte que não à toa, tantas catedrais são tombadas como patrimônio cultural e histórico regional/nacional.

    E como falar de cobrar impostos de algumas religiões sendo que outras tem seus templos mantidos com verbas públicas através do Iphan? Acredito que recair no “tem religiões com templos enormes, suntuosos, caríssimos” é uma ótima crítica teológico-filosófica, mas não seria um paradigma tão bom para se discutir imunidade tributária.

    Beijos <3

  • Charles Alexandre

    pfv já podem abrir a Igreja do V8 que serei kamikrazy fiel

  • Watson Melo

    Só quero minha foto autografada!