Teologia de Boteco | Blade Runner com Matheus Scaranello – #054

Saudações, galera…

Hoje, o boteco foi na praça de alimentação do shopping (infelizmente, não existem mais cinemas dissociados desses lugares :/ ) e para iniciar um novo modelo de teologia de boteco, chamei o Matheus Scaranello, para conversarmos sobre o filme BLADE RUNNER 2049, além, é claro, do primeiro filme e do livro ANDROIDES SONHAM COM OVELHAS ELÉTRICAS? (editora Aleph) que deu origem ao primeiro filme.

Teologia de Boteco 54 Blade Runner

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  • Raphael Bueno

    Cara, eu nem terminei o podcast, e apenas a questão levantada sobre clonagem já foi um soco no estômago! Minha cabeça EXPLODIU (alborghetti feelings)!!!
    Parabéns pelo conteúdo, que mais uma vez, prova que entretenimento pode ser muito mais do que diversão, nos trazendo questões tão densas e difíceis de digerir como essa!

    Obs: Escuto vocês há muuuitos anos, mas só agora tive a vergonha na cara de comentar! Parabéns pelo ótimo trabalho. Um grande abraço de um fã de São Paulo.

  • Celso Rosa

    Dave Bautista não pode ser o Rhino. Ele é o Drax dos Guardiões da Galáxia.

    http://digitalspyuk.cdnds.net/16/03/980×490/landscape-1453636079-drax-the-destroyer-guardians-of-the-galaxy.jpg

    P.S. Episódio phoda!

  • Celso Rosa

    Não vejo problema nisso. Um clone nada mais é que um gêmeo fora de época. Da mesma forma que as religiões entendem que cada gêmeo tem a sua própria alma (são dois indivíduos diferentes), o clone vai ter uma alma diferente do clonado.

    Aí vem outra questã: se a alma surge na concepção, como fica a questão dos gêmeos, pois o embrião se divide após a concepção? Segura essa, malandro!

    Faltou coerência, eu sei…. kkkkk

  • Raphael Bueno

    Hahahahaha boa questão! Será que a alma surge na concepção, ou durante o desenvolvimento do feto? Visto que um amontoado disforme de células (embrião) ainda não configura um feto. Se surge durante o desenvolvimento do feto (junto com o sistema nervoso, e outros sistemas que trazem sensibilidade ao feto), a charada sobre a alma nos gêmeos está resolvida! Caso seja na fecundação, aí complica mesmo hahahaha

  • Tia do Bátima

    Ótimo e necessário programa para a podosfera brasileira.

    Tem um canal no YT que faz um tipo de filosofia pop também, chama Wisecrack. Vale a pena conferir.

    https://www.youtube.com/watch?v=sd818GIdNM0

    https://www.youtube.com/watch?v=VqDO9LyvXPQ

    Ainda não vi o 2049, mas amo de todo meu coração, alma e entendimento o primeiro filme. A discussão sobre o que nos faz humanos e nos diferencia de outros seres vivos é algo me interessa muito, e acredito ser uma discussão necessária e perene para o seru mano.

    E acredito que uma discussão que vai ser necessária em pouco tempo é sobre a humanidade de uma inteligência artificial. Como a teologia cristã lidaria com a possibilidade de vidas poderem ser geradas em computadores? Como funciona a salvação pra essa galera? E a predestinação?

    São perguntas que por enquanto não temos resposta (e, acredito, nem como chegar a uma resposta).

    Amplexos ursídeos.

  • Tia do Bátima

    Bem vindo aos comentários, Rapahel. Já trago uns biscoitos de polvilho com café.

    E sobre o caso de gêmeos, temos que lembrar que existem monozigóticos e bizigóticos. No caso dos bizigóticos, temos dois óvulos fecundados por dois espermatozóides; assim, é como se fossem duas gestações, só que ao mesmo tempo.

  • Raphael Bueno

    Ora ora, mas não é a tão famosa Tia do Bátima! Muito obrigado pela cortesia ❤️
    Sim, de fato, temos que considerar qual tipo de gêmeos estamos falando. Nesse caso, eu falo sobre os univitelinos, formados a partir de um único espermatozoide e óvulo. Acho que a alma é adquirida durante o desenvolvimento do feto, pois se fosse na fecundação, gêmeos gerados de um único embrião compartilhariam da mesma alma (ou não, sei lá)!

  • Parola

    Esse filme é lindo! Vi com um colega que está estudando cinema, quando acabou o filme eu olhei pra ele:
    -Qual o veredito?
    Ele estava chorando e não conseguiu falar por alguns instantes. Tirando essa história e falando do filme em si, senti falta de vocês terem comentado como, do nada, o filme muda e o personagem principal simplesmente deixa de ser o mais importante para ser só mais um na causa.

  • lindo é esse seu comentário, delicia…

  • 🙂

  • Porra, mano… comente mais, pode parecer pouco, mas falo por mim e com certeza pelo jonatha , a tamy e o mario, cada comentário carinhoso (ou não) é a prova de que o trabalho não foi em vão…

    obrigado

  • questões como essa não são faceis para mentes pequenas… e com certeza, no futuro, ouviremos isso na boca dos teologos que anunciarão o fim dos tempos…

  • não sei se o protagonista deixa de ser o protagonista, é tudo uma questão de perspectiva… se o filme for sobre o RECONHECIMENTO DE QUE NÃO SOMOS ESPECIAIS, o K. é o protagonista do inicio ao fim…

  • realmente…

  • Raphael Bueno

    Vou voltar aqui mais vezes! Mande meus parabéns pra toda equipe do crentassos, o trabalho de vocês é mt relevante (pelo menos pra mim, um mero rapaz latino americano hahaha).
    Abraço!

  • Tia do Bátima

    Ah, lembrei de uma coisa sobre o tema “memória”: o conto “Funes, o Memorioso”, do Jorge Luiz Borges.

    Nele, o Funes é um cara que não tem a capacidade de se esquecer, e enxerga o universo como instâncias individuais. Cada pessoa, cada lugar, cada móvel, cada folha na árvore, cada experiência: tudo é memorado e vivido em todos os momentos de sua vida. Não é de se espantar que ele fica maluco (e isso não é spoiler).

    Nesse sentido, vale a pena refletir se a memória (vista como um grande HD de experiências) é suficiente para nos definir como seres humanos.

    Recomendo a leitura (ainda que eu tenha lido correndo nos primeiros semestres da faculdade e já nem lembre de muitos detalhes).