Teologia de Boteco | A “Cura gay”, com Samuka Pinheiro – #051

Aêêêê Galera! Quem achou que tinha acabado, achou errado (otário)

Teologia de Boteco 51 A Cura Gay

Depois de um mês de ferias forçadas por um banho inesperado que meu computador levou e fatalmente veio a óbito (2011 – 2017), estamos aqui, novamente com mais um ep cheio de tretas com ninguém mais, ninguém menos que o meu querido amigo Samuka Pinheiro.

Trás um banquinho e vamos conversar…

Twit que viralizou (que termo mais 2015)

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  • Caio Cesar Scholze Cirine

    Esse juiz levantou uma questão importante, legalmente o comportamento homossexual não é patologizado, porém, socialmente, principalmente no meio eclesiástico, ele é patologizado a muito tempo e ele nunca perdeu a imagem de patologia. Poderia citar inclusive alguns casos de amigos meus que passaram por “terapia” de reorientação sexual ou repressão por causa da sexualidade. Ou até mesmo o meu caso, que ao me converter fui forçado a manter as aparências me relacionando somente com mulheres, embora me entenda como pansexual.

    Um questionamento que sempre me vem à mente é:
    Por que os cristãos entendem, ainda hoje, a diversidade sexual como patologia?
    Provavelmente vem da associação do pecado com a diversidade sexual. E por mais complicado que seja, acho que a igreja precisa mudar a abordagem que faz do tema.

    Eu realmente não consigo enxergar um caminho para igreja cristã que não seja adotar uma teologia mais amigável aos LGBTs. O discurso de “homossexualidade é pecado” tem contribuído com a ideia de patologização da diversidade sexual e esse discurso vai muito além de tentar curar LGBTs, ele fomenta um sentimento negativo que por muitas vezes leva LGBTs a serem agredidos ou até mesmo mortos.

    Agora falando de um assunto que acabou passando quase em branco, há um preconceito invisível, tanto para a sociedade quanto para os próprios LGBTs. Trans ainda são patologizados. Se fez muito barulho com o fato da homossexualidade poder ser tratada como patologia, mas vi pouquíssimo barulho a respeito do CID 10 F640 (Transexualismo). Ainda hoje temos um número para pessoas trans, ainda hoje eles tem uma patologia, de acordo com os manuais.

    Não acho que a igreja esteja pronta para viver em 2017, paramos de progredir a um tempo e não estamos sendo capazes de responder mais aos dilemas sociais. Nossa resposta tem sido:
    – É pecado, vai para o inferno.

    Fiquei com um gosto amargo após ouvir o episódio, me deu aquela sensação de que, como psicólogo o ideal é ajudar o LGBT se aceitar, mas enquanto cristão ainda é um problema em alguns cenários e para algumas pessoas (Sei que tem exceções, mas elas são poucas).

    Talvez tenha sido uma compreensão equivocada minha, talvez eu esteja sensível ao tema por ter uma relação tão direta comigo. Ao mesmo tempo que gostei muito de ver psicólogos cristãos se posicionando favoráveis a causa LGBT, também me deu aquele nó na garganta por saber que muitas vezes a pessoa LGBT vai sofrer na igreja.

    Os LGBTs estão nas igrejas, conheço vários e sei muito dos dilemas que eles sofrem, a opressão eclesiástica não é algo fácil de se suportar e muitas vezes o armário é o único lugar seguro. Espero muito que a gente possa dar a mão e caminhar para um futuro onde a igreja sabe lidar melhor com toda essa situação.

    Esse comentário já tá muito longo, gostaria de finalizar parabenizando pelo episódio, foi muito bom, me fez sentir muitas coisas e refletir bastante sobre o tema. Samuka, valeu por ter sido uma luz em meio aos psicólogos cristãos e se posicionar da maneira que o fez. Barba, valeu por esse episódio que trouxe a discussão das causas LGBT mais uma vez pro meio teológico.

    PS: Espero não ter ofendido ninguém, não é meu propósito, só quero expor minha experiência ouvindo o podcast. Continuem sendo luzes no meio cristão <3

  • Marcos Matias

    Maaano, muito legal o episódio até onde ouvi.
    Tenho muitas ressalvas com a igreja, muitas. A que mais pega é falar que homosexualidade é pecado, pecador não fica na igreja, se não tá na igreja, é inferno. Na real não gosto nem de falar que outras religiões estão erradas… A gente devia ser igreja pra cuidar de quem precisa, não pra cagar regra.
    Se já não é fácil pra um gay frequentar a igreja, imagina com o pastor podendo recomendar “tratamento”…

  • Tia do Bátima

    Um excelente retorno do TdB. Que saudades.

    Esse episódio foi uma boa ideia! (piscadinha + mão girando com os dedos indicador e polegar no formato de pinça + “sacou?”)

    Minha amada Neftali é psicóloga, e muitas pessoas que a procuram perguntam se ela é uma “psicóloga cristã”. Só que é justamente o que foi dito no programa: não existe psicologia cristã, é psicologia e pronto – é uma ciência.

    Já comentei sobre isso no programa sobre “Deus não está morto”, e deixo resumido aqui pra não ficar repetitivo: as pessoas só buscam respostas na ciência para reforçar suas crenças. No caso, o argumento dessa liminar para que mais pesquisas sejam feitas serve como um ceticismo direcionado, pois já foi mais que provado que a suposta reorientação sexual não funciona. Mas para reforçar a crença de que a homossexualidade é pecado e pode ser evitada/eliminada da vida de alguém, alguns cristãos buscam alguma coisa na ciência que indique minimamente isso.

    Nesse sentido, deixo aqui este excelente video do Nerdologia onde o Atila populariza um pouco a questão: https://www.youtube.com/watch?v=8zx8HXIZ-44

    Vale lembrar que muitos grupos diferentes negam a ciência na busca de manter sua visão de mundo. E isso vale tanto para pessoas que não tenham instrução formal ou científica e querem que o mundo faça sentido, quanto pessoas que têm interesses escusos. Podemos citar os terraplanistas, os grupos anti-vacinação, os que acreditam nos poderes mágicos da fosfoetalonamina, negacionistas do aquecimento global, grupos antidrogas (aquele tipo mais tradicional, que se opõe à substância e seu uso e não trata como um problema de saúde pública), e teólogos que ainda falam em fidelidade da tradução.

    Bom… chega de tretas por hoje. Ótimo programa, e espero mais TdBs.

    Amplexos ursídeos.

    PS: o computador foi ressuscitado ou substituído?

  • Caio Cesar Scholze Cirine

    Esse juiz levantou uma questão importante, legalmente o comportamento homossexual não é patologizado, porém, socialmente, principalmente no meio eclesiástico, ele é patologizado a muito tempo e ele nunca perdeu a imagem de patologia. Poderia citar inclusive alguns casos de amigos meus que passaram por “terapia” de reorientação sexual ou repressão por causa da sexualidade. Ou até mesmo o meu caso, que ao me converter fui forçado a manter as aparências me relacionando somente com mulheres, embora me entenda como pansexual.

    Um questionamento que sempre me ve m à mente é:
    Por que os cristãos entendem, ainda hoje, a diversidade sexual como patologia?
    Provavelmente vem da associação do pecado com a diversidade sexual. E por mais complicado que seja, acho que a igreja precisa mudar a abordagem que faz do tema.

    Eu realmente não consigo enxergar um caminho para igreja cristã que não seja adotar uma teologia mais amigável aos LGBTs. O discurso de “homossexualidade é pecado” tem contribuído com a ideia de patologização da diversidade sexual e esse discurso vai muito além de tentar curar LGBTs, ele fomenta um sentimento negativo que por muitas vezes leva LGBTs a serem agredidos ou até mesmo mortos.

    Agora falando de um assunto que acabou passando quase em branco, há um preconceito invisível, tanto para a sociedade quanto para os próprios LGBTs. Trans ainda são patologizados. Se fez muito barulho com o fato da homossexualidade poder ser tratada como patologia, mas vi pouquíssimo barulho a respeito do CID 10 F640 (Transexualismo). Ainda hoje temos um número para pessoas trans, ainda hoje eles tem uma patologia, de acordo com os manuais.

    Não acho que a igreja esteja pronta para viver em 2017, paramos de progredir a um tempo e não estamos sendo capazes de responder mais aos dilemas sociais. Nossa resposta tem sido:
    – É pecado, vai para o inferno.
    Fiquei com um gosto amargo após ouvir o episódio, me deu aquela sensação de que, como psicólogo o ideal é ajudar o LGBT se aceitar, mas enquanto cristão ainda é um problema em alguns cenários e para algumas pessoas (Sei que tem exceções, mas elas são poucas).

    Talvez tenha sido uma compreensão equivocada minha, talvez eu esteja sensível ao tema por ter uma relação tão direta comigo. Ao mesmo tempo que gostei muito de ver psicólogos cristãos se posicionando favoráveis a causa LGBT, também me deu aquele nó na garganta por saber que muitas vezes a pessoa LGBT vai sofrer na igreja.

    Os LGBTs estão nas igrejas, conheço vários e sei muito dos dilemas que eles sofrem, a opressão eclesiástica não é algo fácil de se suportar e muitas vezes o armário é o único lugar seguro. Espero muito que a gente possa dar a mão e caminhar para um futuro onde a igreja sabe lidar melhor com toda essa situação.

    Esse comentário já tá muito longo, gostaria de finalizar parabenizando pelo episódio, foi muito bom, me fez sentir muitas coisas e refletir bastante sobre o tema. Samuka, valeu por ter sido uma luz em meio aos p sicólogos cristãos e se posicionar da maneira que o fez. Barba, valeu por esse episódio que trouxe a discussão das causas LGBT mais uma vez pro meio teológico.

    PS: Espero não ter ofendido ninguém, não é meu propósito, só quero expor minha experiência ouvindo o podcast. Continuem sendo luzes no meio cristão <3

  • <3

    o problema maior e mais venal dessa relação é estabelecer que se a homossexualidade é um pecado, o homossexual NÃO PODE frequentar a igreja, sendo que a igreja é o refugio de todos os pecadores, segundo a instrução do próprio Cristo…

    o nome disso é HIPOCRISIA e quanto a isso, a igreja tem moooooooooooita experiência

  • mano… mas o lance do CID 10 F640, não é pelo fato de que a pessoa trans PRECISA DE TRATAMENTO MÉDICO? Tipo… o caso da pessoa trans é diferente do caso de uma gay ou lésbica, por motivos óbvios, uma pessoa trans precisa se ausentar do trabalho para o tratamento, por exemplo… Pode ser que seja uma visão limitada minha, mas não é essa a questão que ainda é tratado como DOENÇA?

    quanto aos outros pontos, é isso aí mesmo, concordo contigo

  • ” teólogos que ainda falam em fidelidade da tradução.” << só essa aqui já vale um TDB a parte… TOPA?

  • André Santos

    Fala Barba,

    Gostei bastante deste cast, vou compartilhar abaixo algumas ideias que fui construindo enquanto ouvia o cast.

    – Acredito que podem haver pessoas que tenham o interesse de fazer terapia para reorientação sexual, mesmo não sendo cristã.
    devido ao peso social que existe hoje no Brasil para quem é LGBT+, as pessoas sofrem com muitas coisas… muitas coisas…
    Então talvez exista o interesse de tentar se reorientar por causa disso… não quer dizer que funcione… não acho que vá funcionar…

    – Sou cristão e acredito que o evangélico médio no Brasil de fato enxerga essa dicotomia de se isso não é de Deus é do diabo
    e acredito também que o evangélico médio idealiza uma teonomia no Brasil.
    Na contramão do evangélico médio acredito também que devemos usar a cultura quando possível de modo a alegrar a Deus!
    Diferente do evangélico médio que tem uma cultura mais de gueto…
    Não acho que Teonomia seja algo legal, apesar de compreender que ainda não refleti muito sobre isso.
    Todavia, por não concordar com Teonomia respeito que as pessoas façam, sejam e acreditem no que elas quiserem.
    Alguns países árabes teonomistas aina enforcam pessoas LGBT+, certo?

    – Porém, sinto dificuldade quando penso na perspectiva da comunidade cristã.
    Como cristão, a minha cosmovisão é cristã e isso deve influenciar todos os aspectos da minha vida.
    Mesmo tendo ouvido o cast sobre teologia queer… ainda acho difícil harmonizar tudo aquilo com a ortodoxia e a história da igreja primitiva. Não me convenceu… mas respeito numa boa.

    – Sobre crianças e jovens em condições LGBT+, não pude pesquisar nada muito sério sobre isso ainda…

    Eu sei que isso vai parecer horrível de ler para quem é LGBT+, desculpem, mas isso faz parte da construção
    cultural ocidental judaico-cristã de família… me perdoem… não quero de maneira nenhuma chatear ninguém…
    Talvez isso tenha que mudar… não sei, por isso o diálogo…

    Mas acredito que problemas estruturais nas famílias podem facilitar a ocorrência dessas condições.
    Modelos de famílias onde falta a referência masculina ao garoto e feminina a garota.
    Pais ausentes, Pais distantes, Pais do sexo masculino que não comunicam aos filhos homens as características de um homen,
    que não passam tempo com os garotos, que não conversam, que não fazem coisas de pai e filho, fazendo com o que vínculo do garoto penda quase totalmente para a relação com a mãe…
    e vice-versa… homens machistas parecem ter trabalhado demais a relação com o Pai, de maneira que surgem excessos…

    Situações de lares onde não existe o pai ou mãe porque um dos dois faleceu, ou porque um dos dois deixou o lar,
    situações de divórcio…

    Cara, são tantas combinações que desequilibram a estrutura familiar tradicional proposta criando reflexos nas crianças…
    No lar em que o Pai traiu a esposa e abandonou o lar, a Mãe pode começar a falar sempre mal do pai para os filhos…
    Aí a criança cresce aprendendo que todo homem é igual, que homem não presta… sabe…

    Fora as situações de violência sexual com as crianças, adolescentes e jovens… argumento já cansado, mas que pode ser válido…

    Eu vejo muitas situações como essa… situações difíceis para quem fica com a responsabilidade de criar
    filhos, e penso muito nisso.

    Existe um livro interessantíssimo sobre isso, vou tentar lembrar o nome, em que o escritor fala do impacto da ausência
    paterna nos USA, devido as guerras nas quais eles estiveram envolvidos, mostrando influencias no estilo de vida das gerações dos anos 70 em diante.

    Vou procurar aqui…

    Também ouvi há um tempo atrás, em um dos programas EM POUCAS PALAVRAS, o relato de um Cristão, com posições
    reformadas, relatando que era Gay, que lutava com isso, que ele acreditava que estava errado, e que ele por conta própria, por ser cristão,
    por entender toda a proposta, por acreditar na bíblia, não queria continuar nessa prática pecaminosa. Disse que já havia tentado
    namorar com mulheres, mas que não conseguia, ele tinha de fato desejos por pessoas do mesmo sexo que ele…
    Pediu ajuda… Cara, o responsável pelo programa, com muita sensibilidade e com muito amor, reconheceu que a
    situação dele era difícil, pesada e disse que se ele realmente concordava com tudo aqui e concordava que não
    devia continuar nessa prática, uma vez que de fato ele não iria conseguir se relacionar com mulheres, de que ele
    deveria entar praticar o celibato.

    Não sugeriu cura gay pra ele cara… sabe… esse aspecto interno do cristianismo é o que mais me preocupa.

    Terminando sobre os jovens, adolescentes e crianças, acredito que de fato, o diálogo, a família cumprindo o seu
    papel tradicional possui de fato papel marcante na construção da vida adulta desses seres humanos.

    Diante de tudo isso, eu acho rasa a afirmação de que crianças já nascem assim sabe… talvez eu precise ler mais sobre isso…
    Mas as pessoas reproduzem tanto esse argumento e ele não tem nem de longe o peso da argumentação que eu propûs aqui…

    Existe o caso dos inter-sexuais… para esses casos eu de fato nem comecei a pensar ainda.
    Eu sei que existem várias outras situações, não quero ser injusto, só procurei contribuir para esse diálogo.

  • André Santos

    Concordo contigo barba, acho que se as pessoas de fora acreditam que permitimos pessoas LGBT+ nas igrejas porque é pecado ou não… temos que mudar isso… lá é o lugar dos pecadores… mentirosos, desonestos, avarentos, egoístas… lá não é o lugar dos perfeitos… é o lugar onde sabemos que não somos perfeitos e que não temos méritos… deveríamos estar juntos…

    Isso é foda porque essa postura clássica do evangelicalismo criou um ranço em quem está de fora… As vezes percebo que quem está de fora tem muita raiva dos evangélicos… porém, dentro das igrejas nem todos são LGBT+fóbicos e intolerantes…

  • David Balotin

    Quando mandam esse argumento de que todo homossexual é alguém que foi abusado na infância, eu lembro do C. S. Lewis comentando e citando alguns ateus que tinham problema no relacionamento com os pais, mas já alertando que, embora a associação parecesse ter relevância, era perigosa, rasa e desonesta. É essa a impressão que eu tenho, que a gente tá numa briga onde vale tudo pra ter “razão”.

  • Marcos Matias

    Isso mesmo, cara. Se não fossemos todos pecadores, nem precisava de Cristo.
    E quando a gente simplesmente acha errado a bíblia taxar isso como pecado, Barba? Isso não entra na minha cabeça… Não sou capaz de dizer que acho que Deus considera isso pecado. Simplesmente por ser algo absolutamente sem sentido…

  • Marcos Matias

    Tem umas explicações que usam as traduções para afirmarem que a homosexualidade não é pecado, já viu issae, Barba?
    Aliás, nos 4 livros da bíblia que importam pra mim acho que não tem nenhuma menção, posso estar errado… Vou procurar aqui.

  • Caio Cesar Scholze Cirine

    Então, eles não precisam de tratamento. Alguns deles optam por tratamento, que vai dês de tratamento de reposição hormonal até cirurgias, mas nenhum desses impede funcionamento social da pessoa. Na verdade o problema do funcionamento social é prejudicado, mas é o caminho inverso, a sociedade que marginaliza os trans e por isso eles são socialmente prejudicados.

    Eles ainda são tratados como doença, transtorno que está no mesmo grupo da pedofilia por exemplo (Cid 10 F65).

    Já tem estudos (ano passado saiu um no The Lancet Psychiatry que é foi bem importante) que estão mostrando que os desafios psicológicos enfrentados pelos trans, são associados as barreiras sociais geradas pelo preconceito e não pela condição trans em si.

    E sugerir que ele se enquadre em doença, sugere também que há tratamento e cura. E não há cura ou tratamento visando a cura.

    O tratamento que eles normalmente fazem é de readequação do corpo mas é importante frisar que não são todos trans que optam por readequações. E lembrar também que pessoas cisgeneros também fazer readequações corporais e nem por isso são considerados como patologia.
    E no caso da disforia de gênero, não dá pra dizer que trans é patologia por causa da disforia. Seria o mesmo que dizer que alguém que tem depressão e é cisgenero, a doença e a causa da depressão é a pessoa ser cisgenero.

  • “Eles ainda são tratados como doença, transtorno que está no mesmo grupo da pedofilia por exemplo (Cid 10 F65).” << Cé loko! Serio isso!?

  • Caio Cesar Scholze Cirine

    Pois é, muito tenso isso :/

  • Tia do Bátima

    Nesse sentido, discordo do C. S. Lewis. Não sei dizer o exato número de pessoas que já tiveram problemas no relacionamento com os pais, mas acredito que não seja algo incomum na história da humanidade. Mesmo assim, no Brasil temos uma grande parcela da população que é cristã. Então, essa correlação “número de pessoas que tiveram problema no relacionamento com pais X número de ateus ou teístas” acaba não funcionando.

    Porém, concordo plenamente com o ponto de que vale tudo pra ter “razão”. Na era da lacração, vale mais ganhar vencer um debate (na maioria das vezes pela internet) do que ser empático.

  • Tia do Bátima

    Digamos que médicos no Brasil (não sei se é assim no restante do planeta) não são conhecidos por seus posicionamentos progressistas…

    Isso ajuda a explicar um pouco o porquê de a transsexualidade, a assexualidade e o sadomasoquismo ainda serem vistos assim.

    No mais, gosto de quando Jesus fala isso aqui: (Mateus 22:29-33)

    Jesus respondeu: “Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus! Na ressurreição, as pessoas não se casam nem são dadas em casamento; mas são como os anjos no céu. E quanto à ressurreição dos mortos, vocês não leram o que Deus lhes disse: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó’? Ele não é Deus de mortos, mas de vivos!”

    A gente se preocupa tanto com a moralidade e uma (pseudo)ética sexual, mas o próprio Jesus mostra que a preocupação deveria ser outra: a promoção da vida.

  • Tia do Bátima

    Eita! Saporra ficou séria agora.

    Mas aí vou ter que me responsabilizar pelas coisas que falo? hehe

    Chama lá no e-mail e vamos conversar, lindão.

  • Tia do Bátima
  • David Balotin

    Acho que você não entendeu o meu comentário…

  • Tia do Bátima

    Ué, mano. Me explica então?

    (falo sério, sem ironia)

  • David Balotin

    Então, C.S. Lewis cita alguns ateus, e comenta que todos tinham problema no relacionamento com os pais, mas não diz que a frustração no relacionamento familiar é que os leva ao ateísmo, ele diz que seria fácil e até comodo dizer isso, mas que ele consideraria desonesto.

  • Pedro

    gostei bastante do programa, acho que a questão mais crítica que vocês tocaram e que reflete nessa decisão do juiz são os mais jovens e ao que eles podem ser submetidos.
    na mesma semana dessa historia da cura gay eu li uma matéria falando sobre um pastor gay comentando a decisão (infelizmente não achei ela para linkar aqui) e lendo a notícia me questionei até que ponto um pecador pode julgar/querer restringir ações de um segundo que acolhe e ajuda pessoas a lidarem com seus conflitos internos. de qualquer forma não é algo que se resolve com decisões vazias mas sim com muita conversa e compreensão.
    parabéns pelo trabalho de vocês, amo o teologia

  • Tia do Bátima

    Realmente. Perdão pelo vacilo.

  • Caio Cesar Scholze Cirine

    Sabias palavras de uma verdadeira matriarca Wayne