Teologia de Boteco | O Islã e os muçulmanos – #046

Hoje no boteco, trouxe o grande Puncha, que pediu uma gasosa de framboesa, para conversarmos um pouco sobre o Islã e os Muçulmanos, as similaridades e diferenças com os cristãos e uma serie de coisas sobre essa religião tão próxima e tão distante de nós, cristãos.

Puxa um banco e vamos conversar.

Teologia de Boteco 46 Conversa Sobre o Islã e os Muçulmanos

Da Prateleira 01 | Persépolis, podcast da Tamyres, aqui

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  • Caio Cesar Scholze Cirine

    Cara, que episodio lindo. Curti muito ter uma pessoa de uma outra religião falando, isso podia virar uma serie né?
    Mas fiquei com uma duvida, não sei se o Puncha vai ler isso aqui, mas fiquei bem curioso para perguntar sobre Jesus, ele se referiu a ele como “cristo”, queria saber se o islã encara Jesus como o cristo ou foi só modo de falar mesmo. ‘-‘

  • Felipe Souza

    Paz, Caio.
    Obrigado por dizer que o episódio foi lindo. Culpa do Cristiano.
    O termo messias e cristo são utilizados: “E quando os anjos disseram: Ó Maria, por certo que Deus te anuncia o Seu Verbo, cujo nome será o Messias, Jesus, filho de Maria, nobre neste mundo e no outro, e que se contará entre os diletos de Deus.” (3:45) Ele, que a Paz esteja com ele, foi enviado para os Filhos de Israel – e aí a diferença é crucial, pois enquanto ele teria um envio orientado a um grupo étnico-religioso, Muhammad, que a Paz e as bençãos de Deus estejam com ele, foi enviado para toda a humanidade.
    Jesus, que a Paz esteja com ele, é esperado também: uma coisa que nos aproxima, cristãos e muçulmanos, é que também aguardamos a segunda vinda do Cristo. 😉

  • Tia do Bátima

    Que episódio sensacional!

    Estou correndo agora para comprar meu Corão. Me sinto obrigado a lê-lo para começar entender melhor e ser verdadeiramente empático com meus irmãos muçulmanos – me atrevendo a chamá-los de irmãos diante dos irmãos cristãos.

    Sinto essa obrigação tanto pela minha parte cristã, quanto pela minha formação em letras. Já tem um tempo que venho ensaiando querer tentar começar a estudar o islã (nuss, quantos verbos). Tanto por causa da xenofobia/islamofobia de hoje, às quais me oponho veementemente; quanto pela eterna curiosidade em conhecer novas culturas, religiões, ideologias e visões de mundo; quanto pela necessidade de saber o que é o islã, em que se diferencia das ideias dos malucos-extremistas, e o que muçulmanos bacanas têm falado e pelo quê têm lutado.

    Obrigado, Puncha, pela maravilhosa participação, pela sinceridade nas opiniões e pela coragem em exercer e defender sua fé em tempos tão conturbados. E obrigado, Barba, por possibilitar esse espaço tão aconchegante de compartilhamento e empatia. Tenho certeza que Jesus e Muhammad, que a Paz e as bençãos de Deus estejam com ele, se alegram com este podcast.

    Uma dúvida linguística que tenho: Puncha, como funciona esse aposto que você coloca ao dizer o nome de um profeta? Eu, como cristão, posso ou devo usar também quando estiver conversando com um irmão muçulmano? Se tiver algum material pra estudo, seria bem interessante. Faço esta pergunta aqui porque não sei nem como pesquisar isso no Google, e é uma dúvida que fiquei ao ouvir você aqui e no Revoushow.

    Amplexos ursídeos.

  • eu não vou comprar… Por que ganhei uma <3

  • Tia do Bátima

    Hahahaha

    O senhor, senhor Barba, é um feio. Um bobo e um feio.

  • Felipe Souza

    Paz, Tia do Bátima.

    Que legal que tenha apreciado o programa! Pois é, os “muçulmanos bacanas” tentam demonstrar coisas da religião, para além daquilo que a mídia e os xenófobos costumam expressar. Acho que é bom conhecer o Islã exatamente por isso, para ter ideia da diversidade que constitui os muçulmanos.

    Insh’Allah Jesus, que a paz esteja com ele, e Muhammad, que a paz e a as bençãos de Deus esteja com ele, se agradarão do programa. A intenção está clara para mim, de estabelecer diálogo e aproximar-mo-nos (abraço mesóclise). Sobre chamar de irmão: faz que nem muçulmano, chama de “irmão de fé” e “irmão de humanidade”. Rs. Não é errado chamar de irmão mesmo: uma vez que a origem nos une, não tem como não termos senão os mesmos ancestrais.

    Só uma coisa: em relação às versões do Alcorão para PT-Br, temos as traduções de Mansour Chalita, Helmi Nasr e Samir El Hayek. Recomendo a do Samir. Essa é a que você consegue se for em alguma mesquita, trocar uma ideia e tal. Sim, costuma-se dar o Alcorão. Isso é uma coisa que acho engraçado: uma vez eu fui em algumas igrejas católicas pra fazer o teste, pedindo a Bíblia, dizendo que queria conhecer e ler, e nenhuma, nenhuma, me deu uma Bíblia. Eu não precisava (tenho algumas Bíblias aqui, inclusive), mas achei estranho a negativa. Já o Alcorão, pela internet o pessoal vende: nas mesquitas, dão pra quem demonstra interesse. Os que tem aqui no Brasil costumam vir com a informação “distribuição gratuita.”

    Sobre o aposto no nome dos Profetas, que a paz de Deus esteja com eles, temos no Alcorão a seguinte passagem: “E que a paz esteja com os mensageiros!” (37:181) Os muçulmanos são convidados a desejarem a Paz sobre todos os Mensageiros, que a paz de Deus esteja com eles, e em especial a Muhammad, que a paz e as bençãos de Deus esteja com ele, principalmente pelo desrespeito que foram tratados por parte dos infiéis e descrentes. Os profetas foram mal-recebido, maltratados, hostilizados, perseguidos, assassinados, provados: como modo de reforçarmos nossa admiração por aquilo e aceitação daquilo que eles trouxeram que os muçulmanos costumam usar essas expressões frente aos Profetas, que a paz de Deus esteja com eles. Agora, você enquanto cristão creio que possa usar esses apostos – só peço que use para o Profeta Muhammad, que a paz e as bençãos de Deus estejam com ele, também! Tem um amigo ateu que fala isso e acho um barato quando conversamos.

    Vamos lá então para recomendações. Se me permite, vou colocar um itinerário de leituras aqui que poderão ajudar bastante.

    Primeiro, “O Corão: uma biografia”, de Bruce Lawrence. Não achei online e linko a Estante Virtual para ver como não é um livro caro. É bom demais por mostrar os modos com os quais o Alcorão é lido, como as pessoas lidaram com ele dos mais variados modos. Sério, é meio que um livro que, na minha fecal opinião, deveria estar acessível em tudo que é lugar. https://www.estantevirtual.com.br/b/bruce-lawrence/o-corao-uma-biografia/1116945429

    Segundo, “Islã: religião e civilização: uma abordagem antropológica “, de Paulo Hilu. Coloco o link de uma resenha que fiz desse livro, que saiu no Mitografias, e… bem, acho que você vai entender porque tou mandando essa recomendação depois de ler o que escrevi por lá. http://www.mitografias.com.br/2017/01/escritos-lendarios-isla-religiao-e-civilizacao/

    Ah, se quiser uma edição online da tradução que falei, tem disponível aqui no site da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (FAMBRAS): http://www.fambras.com.br/ Além dele, tem livros como “Meu grande amor por Jesus me conduziu ao Islã”, “Maria no Islã” (livreto pequeno), dentre outros. A parte deles de pedir livro físico grátis (sim, eles faziam isso!) está offline, mas um muito bom é “Jesus no Islam”.

    Terceiro, para o “espírito de diálogo”, o livro de Tarif Khalid “O Jesus Muçulmano: Provérbios e Históras na Literatura Islâmica”, que oferece uma leitura islâmica muito interessante. https://www.estantevirtual.com.br/b/tarif-khalidi/o-jesus-muculmano/1127284082

    Quarto: para ter um acesso ao que os irmãos xiitas (duodécimos) vem publicando, tem um monte de livros online deles, integrais, para download no http://www.arresala.org.br/publicacoes Recomendo que pegue os dois primeiros livros primeiro antes de pegar os livros daqui. De todo modo, vale a pena ver sobre o xiismo na voz dos próprios.

    Por fim, e aí vamos para as coisas internacionais, você tem o “The Study Quran”, do qual fiz uma resenha disponível com o nome “Um Alcorão de referência para muçulmanos e não-muçulmanos”, em http://www.academia.edu/31589638/Um_Alcorão_de_referência_para_muçulmanos_e_não-muçulmanos, e que poderá ajudar um tanto. Sob o título “Wasaṭiyyah: a moderação e o caminho do meio no Islam”, uma resenha minha de “The middle path of moderation in Islam: The Qur’ānic principle of wasaṭiyyah”, de Mohammad Hashim Kamali: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/31733/17075 Também indico um que está na minha lista de leituras a fazer com maior atenção: “Qur’an of the Oppressed: Liberation Theology and Gender Justice in Islam”, para download em http://libgen.io/ads.php?md5=37E1CBB4922131733B3F6EB99A384694

    Já que gostou desse ep., recomendo também o que fiz no Papo Lendário, aqui: http://www.mitografias.com.br/2017/04/papo-lendario-159-o-isla-e-o-muculmano/

    E é isso. Se tiver algo mais que puder ajudar, dá uma chega no Twitter que podemos dialogar. Manda mensagem (as vezes demoro para responder, me perdoe), mas tou aí. Podendo ajudar, será um prazer. Obrigado por tudo, me perdoe a extensão dos comentários, e até mais. 🙂

  • Cara, eu tenho sido demolido como pessoa pelo Teologia de Boteco.
    Eu fico envergonhado do tempo em que me deixei levar pelo senso comum e percebo que não é nem a religião do indivíduo que tem guiado as pessoas nos preconceitos, mas o senso comum. Basta ver quanta asneira o evangélico reproduz e que, não poucas vezes, não tem nada a ver com a história da teologia do seu grupo, mas sim com o imaginário popular.

    Infelizmente, líderes religiosos cristãos de uma parte considerável do país, talvez do mundo, não fazem o esforço de ir além do senso comum e conhecer o islamismo, por exemplo, nem para combatê-lo! Pois, provavelmente, vão às fontes enviesadas que só distorcem textos do Alcorão, baseadas no mesmo senso comum.

    Por consequência, alimenta-se um medo e um ódio, uma guerra, sem sentido. Uma paranoia que só afasta as pessoas de fé umas das outras e as pessoas descrentes das pessoas de fé.

    Obrigado Puncha pelo diálogo! Vou divulgar este material ao maior número de crentes maduros e influentes que eu puder!

  • Felipe Souza

    Paz, Tia do Bátima.
    Que legal que tenha apreciado o programa! Pois é, os “muçulmanos bacanas” tentam demonstrar coisas da religião, para além daquilo que a mídia e os xenófobos costumam expressar. Acho que é bom conhecer o Islã exatamente por isso, para ter ideia da diversidade que constitui os muçulmanos.
    Insh’Allah Jesus, que a paz esteja com ele, e Muhammad, que a paz e a as bençãos de Deus esteja com ele, se agradarão do programa. A intenção está clara para mim, de estabelecer diálogo e aproximar-mo-nos (abraço mesóclise). Sobre chamar de irmão: faz que nem muçulmano, chama de “irmão de fé” e “irmão de humanidade”. Rs. Não é errado chamar de irmão mesmo: uma vez que a origem nos une, não tem como não termos senão os mesmos ancestrais.
    Só uma coisa: em relação às versões do Alcorão para PT-Br, temos as traduções de Mansour Chalita, Helmi Nasr e Samir El Hayek. Recomendo a do Samir. Essa é a que você consegue se for em alguma mesquita, trocar uma ideia e tal. Sim, costuma-se dar o Alcorão. Isso é uma coisa que acho engraçado: uma vez eu fui em algumas igrejas católicas pra fazer o teste, pedindo a Bíblia, dizendo que queria conhecer e ler, e nenhuma, nenhuma, me deu uma Bíblia. Eu não precisava (tenho algumas Bíblias aqui, inclusive), mas achei estranho a negativa. Já o Alcorão, pela internet o pessoal vende: nas mesquitas, dão pra quem demonstra interesse. Os que tem aqui no Brasil costumam vir com a informação “distribuição gratuita.”
    Sobre o aposto no nome dos Profetas, que a paz de Deus esteja com eles, temos no Alcorão a seguinte passagem: “E que a paz esteja com os mensageiros!” (37:181) Os muçulmanos são convidados a desejarem a Paz sobre todos os Mensageiros, que a paz de Deus esteja com eles, e em especial a Muhammad, que a paz e as bençãos de Deus esteja com ele, principalmente pelo desrespeito que foram tratados por parte dos infiéis e descrentes. Os profetas foram mal-recebido, maltratados, hostilizados, perseguidos, assassinados, provados: como modo de reforçarmos nossa admiração por aquilo e aceitação daquilo que eles trouxeram que os muçulmanos costumam usar essas expressões frente aos Profetas, que a paz de Deus esteja com eles. Agora, você enquanto cristão creio que possa usar esses apostos – só peço que use para o Profeta Muhammad, que a paz e as bençãos de Deus estejam com ele, também! Tem um amigo ateu que fala isso e acho um barato quando conversamos.
    Vamos lá então para recomendações. Se me permite, vou colocar um itinerário de leituras aqui que poderão ajudar bastante.
    Primeiro, “O Corão: uma biografia”, de Bruce Lawrence. Não achei online e tem na Estante Virtual. É bom demais por mostrar os modos com os quais o Alcorão é lido, como as pessoas lidaram com ele dos mais variados modos.
    Segundo, “Islã: religião e civilização: uma abordagem antropológica “, de Paulo Hilu. Fiz uma resenha que fiz desse livro, que saiu no Mitografias, e… bem, acho que você vai entender porque tou mandando essa recomendação depois de ler o que escrevi por lá.
    Ah, se quiser uma edição online da tradução que falei, tem disponível aqui no site da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (FAMBRAS). Além dele, tem livros como “Meu grande amor por Jesus me conduziu ao Islã”, “Maria no Islã” (livreto pequeno), dentre outros. A parte deles de pedir livro físico grátis (sim, eles faziam isso!) está offline, mas um muito bom é “Jesus no Islam”.
    Terceiro, para o “espírito de diálogo”, o livro de Tarif Khalid “O Jesus Muçulmano: Provérbios e Históras na Literatura Islâmica”, que oferece uma leitura islâmica muito interessante.
    Quarto: para ter um acesso ao que os irmãos xiitas (duodécimos) vem publicando, tem um monte de livros online deles, integrais, para download no Arresala ponto org.
    Por fim, e aí vamos para as coisas internacionais, você tem o “The Study Quran” que poderá ajudar um tanto. “The middle path of moderation in Islam: The Qur’ānic principle of wasaṭiyyah”, de Mohammad Hashim Kamali é bom também. Também indico um que está na minha lista de leituras a fazer com maior atenção: “Qur’an of the Oppressed: Liberation Theology and Gender Justice in Islam”.
    Já que gostou desse ep., recomendo também o que fiz no Papo Lendário!
    E é isso. Se tiver algo mais que puder ajudar, dá uma chega no Twitter que podemos dialogar. Manda mensagem (as vezes demoro para responder, me perdoe), mas tou aí. Podendo ajudar, será um prazer. Obrigado por tudo, me perdoe a extensão dos comentários, e até mais. 🙂

  • Felipe Souza

    (malz, tive que apagar os links senão ia ficar bloqueando o comentário como spam… 🙁 )

  • Felipe Souza

    Paz, Vinícius.
    … te desejei a Paz pois é assim que o muçulmano deve cumprimentar os demais dos Povos do Livro. E você, como cristão, é Povo do Livro. 🙂 Graças a Deus que você pôde ter certeza que entre muçulmanos e cristãos é possível existir irmandade e união. Deus queira que isso impere sob a intolerância.
    Um forte abraço, que Deus te abençoe e obrigado pela esperança que me deu.

  • Marcos Matias

    Episódio fantástico. Façam mais com pessoas de outras religiões… A situação do povo das religiões afro-brasileiras no Rio de Janeiro (em que traficantes evangélicos expulsam pais e mães de santo dos morros) valem um episódio.
    Tinha tanta coisa pra comentar aqui, pqp… Mas passaram os dias e preciso ouvir novamente com calma para faze-lo.
    Traga mais pessoas gostosas e faça mais programas delícia, barba.

  • Gente, que conversa linda!

    Eu sou muito interessada na tradição islâmica e ouvir um papo honesto com um cara muçulmano foi muito massa. Uma coisa que tenho pra mim é realmente manter o que nos aproxima sendo muito mais importante pra mim do que aquilo que nos afasta (penso assim também sobre a tradição judaica e católica).

    Obrigada pela tua mansidão, Puncha.

    Inclusive, você citou a Karen Armstrong e o Carlo Ginzburg no programa. Qual o livro da Karen que você citou? Eu li o “Jerusalém” dela e gostei muito. Tenho a biografia do Maomé salvo para ler um dia. Você tem bastante leitura sobre história do Islã? Tem algum para indicar?

    Novamente, parabéns pros dois pelo programa.
    P.S. Inclusive, eu pedia livros na Fambras, mas nunca consegui o Alcorão lá. Tenho uns 4 que consegui lá e são bem legais. 😉

  • Tia do Bátima

    Caraca, Puncha.

    Muitíssimo obrigado pela resposta. Recebi um e-mail do Disqus com sua mensagem anterior, aí acabou que recebi os links nesse e-mail. Vou guardá-lo com amor para consultar os livros e resenhas.

    Assim que possível vou também ler os livros que indicou. Vai ser ótimo conhecer o Islã, principalmente, por meio de pessoas de bom senso. E o quanto antes vou visitar alguma mesquita aqui em BH.

    E sempre que tiver algum questionamento, esteja certo que vou te perturbar no Twitter. Hehe

    Paz, irmão de fé Puncha.

  • Felipe Souza

    Paz, Tamyres.

    Muita bondade comentar assim sobre o episódio. 🙂

    Da Karen Armstrong eu citei o “Jerusalém: uma cidade, três religiões”, se não me engano. Mas li o “Em nome de Deus” e alguns outros… Ah, “A Bíblia: uma biografia”, é um livrão, me ensinou muito respeito pela Bíblia e acho que os cristãos gostariam das coisas que ela fala. Na mesma série desses e até pela mesma editora no Brasil, tem “O Corão: uma biografia” que julgo excelente.

    Olha, tenho alguma leitura sobre o Islã muito mais do que do islamismo. Tem o livro “The middle path of moderation in Islam: The Qur’ānic principle of wasaṭiyyah”, que tá disponível no libgen.io; mas é isso, maioria está em inglês… O “The Study Quran: a new translation and commentary” é um que gosto muito também: boa tradução, ótima introdução, excelentes notas de rodapé, textos complementares muito bons também. De seerah (“biografia profética”), tem a do Martin Lings, em português, “Muhammad: a vida do profeta do Islam segundo as fontes mais antigas” que seria, em termos de Islam, melhor do que a da Karen Armstrong – apesar dela fazer um trabalho propedêutico muito bonito.

    Obrigado pelo comentário e que a Paz esteja convosco. 🙂

  • Alex Hamilton

    Eu li a trilogia do Isla e conheco muito bem a vida de Maome. O Isla e um sistema politico nefasto que busca dizimar e apagar seus inimigos. Os judeus e os cristaos. E inacreditavel o que li em alguns comentarios dos que se chamam cristaos aqui. A relativizacao e essa coisa grudenta de ecumenismo e abracar arvores e mais uma evidencia de que a Biblia e suas profecias continuam a se cumprir…..Inacreditavel….

  • Alex Hamilton

    Eu conheco muito bem a trilogia do Isla. Sei que o sistema politico do Isla e algo ensanguentado e cheio de odio. Nao tenho medo e nao alimento odio. Mas promovo a consciencia e a resistencia desta “religiao”. Nao e coincidencia que nao exista sociedades pos-islamicas. Onde o Isla passa, apaga-se TUDO da civilizacao anterior. Este e o objetivo. Espero que a consciencia que Jesus nos da possa iluminar tanto engano de muitos…

  • Alex Hamilton

    Tamyres, voce precisa rever seus conceitos. O Isla e um sistema politico com o objetivo de apagar, destruir outros credos. Por isso nunca existiu na historia uma “sociedade pos-islamica”. Onde o isla passou, nao sobrou NADA. Nem pessoas, nem edificios, simbolos……nada…….a historia do Isla e uma historia de genocidio, assassinatos, estupros, guerra, conquista e invasoes. Ja sei, ja sei…algum comunista ira gritar cruzadas…..estas foram guerras defensivas de invasores da Europa que vieram destruindo tudo….o interessante e a parte que nao disseram a voce. As cruzadas perto das guerras promovidas pelos muculmanos sedentos de sangue, sao menos de 10% de conflitos. E tais cruzadas sao completamente em oposicao aos textos biblicos sagrados, enquanto a jihad muculmana e promovida e ordenada por 60% da trilogia do Isla.

  • Amigo, eu sou historiadora. Por isso, pode ficar bem tranquilo porque estudei tanto o Islã quanto o Cristianismo, e muitas das coisas que ambas as religiões fizeram de errado. E que bom seria se nós cristãos tivéssemos apenas as Cruzadas em nossa conta. E não precisa ser comunista para falar sobre as Cruzadas, apenas ter estudado um pouco. O engraçado é que você afirma que ela foi uma guerra defensiva, mas os soldados não ficaram na Europa para defendê-la; eles foram para o Oriente atacar.

    E por favor, se você não gostou do episódio e acha errado o que nós comentamos, é só ignorar. Não venha espalhar preconceito por aqui. Grata.

  • Eu ia responder o manolo aí, mas tinha certeza que vc responderia com mais classe… Valeu Tamy!

  • Obrigadão pela sua OPINIÃO sobre o Islã, mano… Eu não sou muçulmano, sou cristão protestante, então, não tenho condições de falar com tanta propriedade quanto vc, sobre o tema… Por isso chamei o Puncha, que alem de Muçulmano e gente bonissima, ele é meu AMIGO, daquele tipo que eu traria em casa, pra jantar, trocar ideia com a minha familia, essas coisas, manja…

    Seja como for, obrigado pelo comentário, qualquer duvida, pode chamar no chat que to sempre a disposição…

    um grande axé (é pq to gravando um programa com um pai de santo, e ele tambem tá me influenciando… beijão)

  • Felipe Souza

    Alex, esteja convidado a ir na mesquita mais próxima da sua casa. Não precisa se identificar como islamofóbico ou intolerante, só entra como quem não quer nada e ouça um sermão. É de sexta-feira, só pra te informar. Aí você aproveita e aprende um pouco ao invés de ficar com essas fantasias paranoides e persecutórias na sua cabeça.

  • que que é isso de TRILOGIA DO ISLÃ? Já escolheram diretor e elenco? Já tem na netflix?

  • Felipe Souza

    O cara usa uma expressão que procurada no google traz quatro resultados. E que se é isso mesmo que está lá: DUVIDO. kkkkkkkkk

  • Então, iluminadão, TUDO o que você disse aí do Islã pode ser dito do cristianismo e com casos piores. Inclusive o erro de associar a teocracia como se fosse a posição de todos dessa fé. Muitos cristãos o fazem também.

    Como cristão, não só resisto com combato a essa religião evangélica/gospel que cresce em cima da ignorância e necessidade do pobre ao passo que, também, alimenta o amor ao dinheiro.

    As “sociedades cristãs”, como EUA e Inglaterra, agonizam em consumismo, indiferença e violência contínuos! O que dizer do pós-cristão, BRASIL? O que os colonizadores cristãos, ou os missionários, deixaram da nossa cultura? Reservas indígenas cada vez mais ameaçadas pela cultura da prosperidade.

    O engano que não me deixo viver, sabidão, é o de que minha fé se resume aos noticiários. Não. Não confundo a essência da minha fé com a história de erros dos irmãos de outrora. Assim como não vou confundir o Islã pelo que os noticiários mostram.

    Nossa fé, dos muçulmanos e de nós, crentes, é aquilo que o noticiário costuma não dar destaque como sendo nossa religião.

  • Episódio daqueles que você ouve completamente. Geralmente costumo abandonar alguns episódios que cansam, seja porque chego no destino e não volto pra dar continuidade, seja por simplesmente cansar da temática. O teologia de boteco tem estado sensacional. Fiquei de comentar o anterior com o João Bigon e agora com o Puncha. Me parece que o Crentassos entrou numa sequencia onde só dão no estômago. Parabéns pelos programas. Puncha faz um apanhado interessante sobre o Islã e o paralelo traçado, com muito respeito, mostrou as diferenças com o cristianismo. É muito curioso observar que o preconceito está mais enraizado do que se imagina. O episódio em que ele conta sobre uma discriminação sofrida quando foi convidado para dar sua palestra e levava uma sacola com doações, foi de arrebentar. Fiquei com raiva. Fiquei chateado. Nunca vi algum muçulmano falar como o Puncha, com a liberdade e com o respeito com outras religiões. Acho que sim, merece estar mais vezes no boteco, porque sem dúvidas, foi muito excelente. Grande abraço Cristiano e equipe, parabéns! > Denys, de Manaus.

  • David Balotin

    Po, vou confessar que gosto muito de conhecer mais sobre outras religiões em geral. Há uns tempos comecei a ler um pouco sobre budismo. Tive pouco contato com o islã, não tenho nenhum conhecido islâmico, então esse episódio foi extremamente interessante pra mim. A minha impressão, estudando as outras religiões, sempre é a de que as práticas cotidianas da nossa religiosidade, e por nossa agora me refiro apenas à religiosidade cristã, acabam cristalizando alguns conceitos de maneira errada, perdendo o seu real sentido, e o contato com outras religiões me mostram como alguns princípios são aplicados de maneiras diferentes e como essa maneira pode enriquecer e até mesmo trazer o real significado às práticas em comum. Um desses foi, por exemplo, a meditação. No cristianismo a gente fala muito sobre meditar, mas não tem a menor ideia do real significado disso. O mais próximo, ao meu ver, é o Lectio Divina, mas quantos cristãos já ouviram falar dessa prática? Enfim, esse foi apenas um exemplo de como a experiência de estudar outras religiões foi bom pra mim, mas infelizmente trazer esse tipo de diálogo sempre é custoso, como podemos ver aqui nos comentários. Na minha graduação mesmo, quando se falava em ecumenismo sempre tinha um ou outro “começa assim, daqui a pouco estão querendo que a gente reze pra Maria”… Graças a Deus por pessoas que estão dispostas a isso.

    Obrigado, Puncha e Cristiano. O diálogo foi realmente muito bacana e enriquecedor.

    Cristiano, faz um bate papo aí falando sobre Lectio Divina também, po… puta tema bacana!

    Forte abraço e paz.

  • Felipe Amorim

    Só passei pra dizer que isso aqui ficou lindo e qualquer coisa que eu disser vai ser redundante <3

  • Érico Nassu

    Uma aula, antes de tudo, de educação e tolerância. Há algum tempo tenho interesse em entender religiões mas sempre acabo preterindo o islamismo por outras religiões, acho que por me sentir mais confortável e conseguir aprender mais com abordagens mais distantes do cristianismo. Antes de tudo sou um crítico (muitas vezes raivoso) do próprio cristianismo e de tantas distorções que os cristãos fazem do significado da fé. Por isso achei admirável a maneira que vocês dois estabeleceram um canal desarmado de comunicação, mesmo tratando, em alguns momentos, de pontos tensos. Confesso que fiquei um tanto apreensivo quando o Cristiano perguntou sobre as diferenças entre as duas religiões. Mas a maneira educada e cuidadosa que o Puncha abordou e também a liberdade que o Cristiano deu para que se falasse pra mim foi o ponto chave de toda conversa, e de como eu, no alto da minha sabedoria(sqn) devo proceder na interação com pessoas de culturas, costumes, interesses e religiões diferentes. Parabéns aos dois.

  • Pedro

    gostei para caralhos desse episódio, acabei tendo uma outra impressão sobre o islã, obrigado de fé pelo conteúdo