Teologia de Boteco | A Historia da Igreja Cristã, Introdução – #041

Olá galera… Sei que faltei com vcs no dia 25 e realmente, peço que perdoem

Mas grazadeus, consegui colocar esse EP no ar, pois já a muito tempo queria começar esse projeto…

É um formato novo, um tipo de “curso” sobre a historia da igreja em podcast, baseada num curso que ouvi a muito tempo atrás (ouça o original aqui). Não tenho nenhuma pretenção académica ou teológica aqui… Não sou teólogo, sou apenas um curioso, e espero que esse projeto, caso vá pra frente, possa fazer outros curiosos sobre esse tema… Mas para continuar, eu gostaria de saber se vcs estão de fato interessando nesse tipo de material, e para isso, peço que coloquem nos comentários aqui… Dicas, correções e outras colaborações são muito bem vindas…

Aguardo vcs por lá 🙂

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Já a algum tempo eu conheci um curso que estava disponível gratuitamente, em áudio, sobre um assunto que despertou muito minha curiosidade: A historia da igreja. Ouvi muitas vezes esse curso e pesquisei muito sobre os tantos temas citados ali pela voz com um forte sotaque de catarinense do professor Juliano Heyse (perdoe-me se pronunciei seu nome de forma errada), que fala durante muitas horas a uma plateia, numa igreja batista, a respeito dos caminhos que o povo de Deus trilhou, desde o fim do novo testamento até nossos dias.

O áudio não tinha qualquer tipo de tratamento, foi simplesmente gravado e disponibilizado na internet e com esse gesto simples de um homem com muita sabedoria e muita boa vontade, acabei me apaixonando por esse assunto e assim, hoje, depois de alguns anos, tentarei produzir aqui, tomando o trabalho do professor Juliano e a coleção História ilustrada do cristianismo de Justo L. González, uma serie de áudios relacionados a este tema, tendo sempre a consciência da minha limitação.

Em alguns momentos, pode até soar como cópia idêntica em outros acrescentarei alguma informação que eu recolhi ao longo das minhas leituras ou dicas de grandes amigos teólogos, sociólogos, filósofos, historiadores.

Ainda que contando com a vital ajuda dessas pessoas (e outras muitas, direta ou indiretamente) esse programa não tem outra pretensão que não seja despertar sua curiosidade sobre os tantos assuntos que irei tratar por aqui, mais que qualquer coisa, o meu objetivo é que você continue de onde eu parei nunca tomando as minhas palavras como verdade final, mas como plataforma de lançamento para que você procure saber mais, discutir mais, conversar mais, e até utilizar os comentários do post onde esse áudio será disponibilizado como espaço de dialogo e debate para crescer como cidadão e também como cristão e nessa salada de ideias e opiniões, que possam florecer argumentos sérios e inegáveis para que juntos possamos construir uma igreja mais saudável para as gerações que nos sucederão…


História da Igreja Cristã

Introdução

Talvez não exista nada que tenha denegrido tanto a glória de Deus como a história do Seu povo na Igreja. Por isso, vou tratar deste assunto sobre O APRENDER DA HISTORIA. O famoso dito de Hegel faz-nos lembrar que ‘O que aprendemos da história é que não aprendemos nada da história’. Ora, no que se refere ao mundo secular, essa é uma verdade indubitável. A história da raça humana mostra isso claramente. A humanidade, em sua loucura e estupidez, sempre repete os mesmo erros. Não aprende, e se nega a aprender. Mas não aceito isso como sendo próprio do cristão. O meu ponto de vista é que o cristão deve aprender da história, que, por ser cristão, seu dever é fazer isso, e deve animar-se a fazê-lo”. (…) o meu argumento é que, para nós, é sempre essencial suplementar a nossa leitura teológica com a leitura da história da igreja. (…) Senão, corremos o perigo de nos tornar abstratos, teóricos e acadêmicos em nossa visão da verdade; e, de relacioná-la com os aspectos práticos da vida diária, logo estaremos em dificuldade”. 

Uma figura importante aqui no inicio desse caminhada é o doutor David Martyn Lloyd-Jones, teólogo protestante Calvinista natural do país de Gales, muitíssimo influente entre os reformados Britânicos do Sec. XX, sendo por quase 30 anos, ministro da Capela de Westminster, em Londres e grande opositor da teologia liberal que invadia muitas denominações cristãs naquele momento. Considerando-a como uma aberração.

Abandonou a medicina em 1927, e se tornou o ministro de uma Igreja Presbiteriana em Aberavon, no sul de Gales, e ainda hoje é considerado um dos maiores pregadores protestantes do século passado.
Em 1969, Dr Lloyd Jones fechou a conferencia puritana em Londres, com o texto que você ouviu no inicio, o tema desta palestra foi a pergunta:

PODEMOS APRENDER DA HISTÓRIA?

Essa palestra foi tensa, pois a partir desse ano, Lloyd-Jones e seu até então parceiro na organização James Innell Packer, teólogo anglicano e professor de teologia no Regent College, em Vancouver, Canadá, conhecido como J. I. Parker romperam

Mas, como o nosso objetivo aqui não é fazer um CASOS DE FAMÍLIA com a treta entre os dois teólogos, e sim estudar a historia da igreja, surge uma pergunta que fundamenta toda a composição desta serie, e é essa: Ora… Mas para que , raios, deveríamos estudar a historia da igreja?

Alguns mais puritanos (e é claro que a partir de agora teremos que rever alguns termos para não acabarmos criando confusão ao longo desses programas, visto que nosso entendimento no senso comum sobre o que é ser um PURITANO não é exatamente o que de fato é um PURITANO, mas trataremos disso em momento mais oportuno)

Voltando: Alguns mais conservadores poderiam dizer:

— Se já temos a bíblia para nos orientar por que precisamos estudar a historia da igreja?

Mais até, que apenas isso, para alguns, pode soar como heresia dizer que a historia da igreja é assim tão importante. Um cristãos tão sincero quanto equivocado poderia alegar que TUDO está nas mãos de Deus (e convenhamos, nesse ponto, ele está certíssimo) e poderia alegar tambem que , portanto, a historia não nos interessa (nesse ponto, completamente equivocado). Um CALVINOLATRAS mais passional poderia alegar: NÃO ADIANTA FAZER NADA, JÁ ESTÁ PREDESTINADO ou algo do tipo, mas é claro que essa afirmação não tem nenhum amparo nem na bíblia, nem na lógica e muito menos no bom senso. Independentemente da doutrina da PREDESTINAÇÃO, é obrigação de cada cristão sobre a face da Terra, se portar de maneira a contribuir para o avanço do reino de Deus, anunciando o evangelho e se defendendo das heresias, e um bom inicio para essa segunda característica, é compreender a linha do tempo que transformou um bando de homens e mulheres sem nenhuma expressão no oriente médio, em uma das maiores e mais influentes religiões com representantes no mundo inteiro, com tantos grupos distintos e tantas maneiras de pensar diferentes. Como isso aconteceu? Obviamente com a ação de Deus e em alguns momentos até de maneira a romper com as leis da natureza atuando de forma miraculosa mas, na maioria absoluta dos casos, essa construção se deu através de pessoas comuns, que trabalharam dia e noite incansavelmente, acertando e errando para manter vivo o cristianismo até os nossos dias. Além disso, a história da igreja também nos ajuda a romper o muro da abstração dos livros e teses teológicas que aprendemos nas escolas de teologia ao redor do mundo e como num banho de água fria de realidade, conhecermos a historia de pessoas reais, com dramas reais, seres humanos como eu e você que sofreram em nome de uma causa maior que eles mesmo e deixaram seu nome e um legado marcado na historia mundial, nossos irmãos, separados de nós pelo tempo. Mais que aprender sobre os ACONTECIMENTOS, iremos falar sobre gente de carne e osso que influenciou e construiu a historia da igreja, gente que indiretamente conduziu a nossa maneira de pensar sobre Deus, sobre a igreja e a fé.


O objeto de nosso trabalho aqui, a igreja, é hoje um tema muito subjetivo e muito complicado de se entender, pois temos visões e definições diferentes pregadas pelos mais diversos grupos religiosos e assim, para obtermos um padrão de forma que todos entendamos de que estou falando quando refiro-me à IGREJA, vou tomar a Confissão de Fé Batista de Londres de 1689, como base para isso e como vemos no capitulo 26 lemos:

A IGREJA

1. A Igreja, a universal (ou católica), que com respeito à obra interna do Espírito, e da verdade da graça, pode ser chamada invisível, consiste no número total dos eleitos que já foram, estão sendo, ou ainda serão chamados em Cristo, o Cabeça de todos. A Igreja é a esposa, o corpo e a plenitude daquele que é tudo em todos.

2. Todas as pessoas ao redor do mundo, que professam fé no evangelho e obediência a Deus, mediante Cristo, de acordo com o evangelho, e que não destroem o seu testemunho com alguma doutrina fundamentalmente errada ou conversão profana: esses podem ser chamados de os santos, 2 de que se compõe a igreja visível; e todas as congregações deviam ser constituídas de pessoas assim

3. Mesmo as igrejas mais puras sobre a terra estão sujeitas a erros doutrinários e a comprometimentos.

4. Algumas se degeneraram tanto, que deixaram de ser Igrejas de Cristo, e passaram a ser sinagogas de Satanás.

5. A despeito disso, porém, Cristo sempre teve e sempre terá um reino neste mundo, até o fim dos tempos. Esse reino é formado dos que nEle creem e confessam o se nome.

É impossível analisar essa igreja invisível, pois quem poderá mostrar, se não o próprio Espirito Santo, quem são os eleitos? Assim, o foco é estudarmos a historia não da igreja invisível, mas da visível. Não poderíamos dizer da INSTITUIÇÃO igreja, pois muitas vezes esse conceito não se aplicaria aos grupos completamente des-institucionalizados ou mesmo anti-institucionais que surgiram. Há duas categorias de des-institucionalizados: os que se reúnem de alguma forma, e os solitários. No primeiro grupo é correto falar em igreja visível e instituição, pois mesmo um pequeno grupo possui algumas regras, ritos e comportamentos que configuram, segundo a teoria do contrato social, uma instituição. No segundo grupo, só ha indivíduos, neste caso falta plenamente um conceito de instituição, e ai realmente estes irmãos só cabem na igreja invisível. Estes desigrejados não são movimento, pois lhes falta esta organização, mas produzem livros, blogs, e fazem seguidores.

Em termos da pesquisa da historia da igreja, se fala em historia do Cristianismo, Historia Institucional, Historia da igreja local, historia de movimentos e historia da religiosidade. Estas diversas facetas da Historia da igreja compõem um quadro mais amplo do que simplesmente atas e decisões de órgãos em Roma, Constantinopla, Genebra ou Wittemberg

Alguns chamam a historia da igreja de O TERCEIRO TESTAMENTO, o que pode deixar alguns “puritanos” de cabelo em pé, mas não há qualquer erro nisso, pois tanto o antigo testamento, o novo testamento e o contemporâneo testamento tratam da maneira como Deus se relaciona com sua criação e como ele faz para resgata-los e reatar um relacionamento com estes. O grande problema aqui é que não temos como interpretar a nossa historia contemporânea, visto que os dois primeiros, já passaram e sabemos o que aconteceu e porque aconteceu (ou achamos que sabemos)

Ao analisarmos a historia da igreja temos alguns desafios a superar.

  1. Nos seria impossível falar de toda a historia da igreja, pois muita coisa não foi registrada e ainda que fosse, seria difícil falar de toda ela sem deixar ninguém ou nenhum detalhe de fora
  2. Há momentos em que coisas boas acontecem em meio a erros, em que grandes pensadores surgem em meio a um grande problema teológicos, o que nos leva a pensar que ainda hoje, de dentro de igrejas com uma teologia completamente equivocada, grandes nomes podem surgir, para restaura-las, ou mesmo combate-las. Mas é claro, estes desafios resultam em grandes benefícios, como por exemplo: Na busca em conhecer a historia da igreja e seus personagens, Deus é glorificado, uma “humilhação” interna é inevitável ao conhecermos quanta luta aconteceu, e fugimos, como cita o próprio Lloyd-Jones, do erro de cairmos num ranço de teorias e teorias e voltamos nossos olhos para a vida real e para a teologia prática, que acontece na vida das pessoas, desde as mais simples até aos maiores reis e não apenas nas academias de teologia e filosofia.

Bem… Essa foi uma introdução sobre a historia da igreja, e eu gostaria que você deixasse nos comentários, o que achou, e principalmente, se gostaria de acompanhar uma serie de podcasts falando sobre esse tema…

até mais


  • O Alexander Stahlhoefer está ministrando um curso sobre a historia da igreja antiga, se vc estiver interessado, clique aqui para mais informações
  • Para ouvir o original que inspirou essa serie, clique aqui

O Podcast Teologia de Boteco, A HISTORIA DA IGREJA CRISTÃ de Crentassos Produções Subversivas está sob Licença Creative Commons — Atribuição-Compartilha Igual 4.0 Internacional.

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  • Caio Cesar Scholze Cirine

    Esse formato novo que mal conheço e já tô adorando <3
    Quero mais :3

  • Walisson Coelho Cardoso

    Muito bom Cris, acho que deve continuar.

  • <3
    Pelo menos mais um capitulo eu farei 🙂

  • lindaum do tio barba!

  • Miriam

    Amei, a principalmente o formato, pode dar continuidade pq assunto não vai faltar.

  • realmente, tem assunto para uns 200 ep, facil facil

  • Giancarlo Marx

    Excelente tema. Acho que muitas vezes no intuito de purificar a instituição, acabamos negando a tradição, jogando o bebê junto com a água do banho. Importantíssimo pra quem deseja ser igreja é conhecer a história da igreja, e a vida de gente que se doou até o fim em nome da fé cristã. Esse formato mais documental é muito didático tbm. Tá de parabéns, Barba!

  • porra, mano… Obrigado pelo carinho… Vc é uma das pessoas que me inspira a fazer esse tipo de coisa: Lindaum

  • Marcos Matias

    Tá muito bom, cara! Gostei da duração tb, dá pra ouvir uma vez por cima e outra pausando e dando uma pesquisada!

  • os próximos, provavelmente serão um pouco mais longos… mas espero não passar de 40 minutos!

  • Esse modelo ficou bem legal.
    A duração também ficou boa. Acho que esse tipo de assunto, que exigem mais concentração na hora de ouvir, não podem ser longos, pois acaba dispersando a concentração.
    Acho que deveria ser criada outra série de Podcast e não lançado junto com o TDB. Seria legal ter uma númeração separada.
    Bjs.

  • Welington Leal

    Que erudito esse menino. Tá muito bom. Continue , ficou excelente. Põe mais a sua opinião fecal

  • Hum… talvez, mano… mas daí, teria que diminuir um TDB por mês… o que acha, vc que é patrão dessa bagaça ?

  • Muito bom o podcast, Barba. Também acho que deveria ser um programa à parte do TB. Mas, mesmo assim, está ótimo.

  • obrigado, mano 🙂

  • obrigado, mano… Vamos ver, talvez role sim… O próprio Teologia de Boteco, começou como sendo um EP de Ampulheta…

  • Pedro

    Gostei muito da ideia Barba, e tanto no formato podcast quanto a transcrição ficaram ótimos, por favor continue.

  • A veia de historiadora pulsa nervosa com essa coisa de “repetir a história”.

  • Tia do Bátima

    Excelente programa.

    Ouvirei e recomendarei todos – se forem bons assim, claro.

  • 😍😍😍

  • Pohan… E a fidelidade cega?

  • Tia do Bátima

    Hehehehehe

    Enfrentamos o mesmo problema na linguística. Cada mínimo segmento de texto escrito ou falado vai ser diferente de todos os outros: é produzido por uma pessoa com suas construções particulares, num momento particular, em um local particular, para determinado público-alvo. Só que pra estudar alguma coisa a gente precisa generalizar e dizer que todo verbo “gostar” vai ser o mesmo.

    É a velha questão do seru mano tentar achar padrão em tudo.

    Recomendação de leitura: Funes, o memorioso, do Borges.

  • Tia do Bátima

    Também acho a ideia de transcrever muito boa.

    Tenho uma amiga cega que depende muito do leitor de telas do celular, e isso pode ajudar.

  • Tia do Bátima

    Hehehe

    Mas foi um elogio, pô. “se forem bons assim [como este foi], claro”.

    Sabes que meu coração é crentasso. 😉

  • Nem tenho como debater com um historiadora, mas o que o Loyd Jones disse foi que “A humanidade, em sua loucura e estupidez, sempre repete os mesmo ERROS” e não que a HISTORIA SE REPETE!

    Apesar de que o próprio Hegel afirma, em sua obra, uma frase que é associada a Marx, sobre a tal repetição da História, “uma vez como tragédia e outra como farsa”. Quando o bom velhinho cita em “O Dezoito Brumário” essa frase, ele está, se não me engano, querendo falar que movimentos de revolução tomam símbolos e discursos do passado e ressignificam eles para legitimar seus atos, mas vou tentar mie informar mais sobre isso.

    Por
    mais que alguns marxista não consigam compreender ou aceitar, o MARXISMO não
    é unânime, e muitos grupos discordam dessa ideia

    A igreja e o marxismo tem isso em comum… Dificilmente aceitam pacificamente a convivência com quem pensa diferente.

  • na filosofia é a mesma coisa.
    Em alguns momentos, quando a filosofia tem que dialogar com outros ramos do pensamento, é necessário que o filosofo se desfaça de todo o seu vocabulário pra que haja o tal diálogo…

  • neste caso, sua amiga cega não precisaria do leitor de tela de celular, visto que tem um podcast gravado… Mas compreendi o ponto !

  • Assim eu paxono!

  • lucas nasser

    Esse podcast esta cada vez melhor! Tema um pouco diferente para o TB mas ficou excelente, parabéns! #esperandooproximoep

  • Pra mim de boa.

  • Gostei da ideia de estudar sobre o tema. De fato, a gente estuda pouquíssimo ou nada coisas MUITO relevantes para entendermos um pouco mais das nossas práticas liturgicas e doutrinárias, afinal, nenhuma delas – e nem mesmo a teologia – é livre dos nossos óculos culturais, históricos e sociais. Volto pros póximos 🙂

  • sejE bem vinda

  • originalmente, eu penso nisso antes mesmo de pensar o TDB, na real… talvez vire um programa a parte… vamos ver como vai ser

  • anotado, Patrão!

  • lucas nasser

    Mas pensando melhor, história da igreja é um ótimo tema pra uma conversa boteco, afinal quem nunca né hehehe
    Na espera pelos próximos!

  • Embora eu não ache tão necessário, considero uma boa sugestão.

  • Cara, considero que esta deveria ser uma das matérias obrigatórias de uma escola eclesiástica! Logo depois do Novo Testamento! Pois, sim, em importância, é um Terceiro Testamento!

    Antes de justificar o quanto concordo com esta quase heresia Kkk Preciso dizer que o modo leitor não incomoda, mas sim seu tom de voz, que tá soando monótono (o que sabemos não ser típico de vossa barbênça).

    No mais, venho reafirmando há alguns anos o que ouvi Paul Washer comparar com uma ilha, o início e crescimento de uma igreja que não conhece a história dos irmãos de uma geração anterior ao seu missionário, quem dirá dos irmãozinhos de dois milênios de Evangelho.

    É criar-se ilhado, sem fontes de experiência e sabedoria; absortos nos seus dilemas já há muito vencidos pelos pensadores de outrora. Assim, repetindo e, muitas vezes, patinando e se desviando em vaidade e prepotência. ATRASANDO o amadurecimento da fé local, geralmente, sufocando – a numa religiosidade pouco cristã.

    Toda interpretação teológica tem influência das circunstâncias históricas. Essa é uma das lições áureas da História da Igreja e do Pensamento Cristão. Aquele que aprende isso é como o Bilbo que sai do Condado, ou o Neo que escolhe a pílula da consciência: nunca mais se acomoda em realidades definitivas, nem ditos autoritários.

    Tal pessoa tende a ser mais humilde, empática e até simpática na decisão de viver o testemunho do Evangelho diante dos perdidos e dos tradicionalistas cristãos.

    Quem aprende com A História, com temor, mas não a torna um ídolo, este é quem deve teologizar. Inclusive, no boteco. 😉
    (FALEI PRA CARALHO) 😥

  • Welber Martins

    Vim procurar o culpado por isso? Droga queria ter uma foto de gatinho com cara de pedixão dizendo continua.